Socorro!
Algum tempo atrás, neste Jornal, alguém pedia socorro contra o barulho dos shows noturnos - religiosos ou não - realizados no Moringão. Na última terça-feira repetiu-se o caso. Cadê os direitos do cidadão honesto que precisa trabalhar no dia seguinte? E o direito dos pacientes dos hospitais Infantil, do Coração e Evangélico? Por que alguns fazem suas apresentações com som interno e outros não? Pedimos novamente socorro, mas a quem? Infelizmente, nossa amada Londrina vai perdendo sua dignidade.
IRIO RISSI (padre) - Londrina


Prevenção sim, pânico não!
O importante para prevenir-se contra a gripe A são os cuidados com a higiene e evitar as aglomerações. A doença é uma fatalidade, se tivermos que sobreviver ou morrer disso ou aquilo, já está designado na vida de cada um. Posso falar com conhecimento de causa, pois em plena gripe espanhola quando não havia como evitá-la, na minha casa, em 1918, haviam cinco crianças com menos de dois anos - uma recém-nascida-, e mais cinco com até 16 anos. Na rua em que morávamos, as carroças carregavam mortos aos montões, mas nenhum amigo contraiu a doença. Cuidados, fé e otimismo minha gente.
IRENE CRUZ CORRÊA (dona de casa) - Londrina


Transporte coletivo
Ex-prefeito assina aumento das passagens nas últimas horas de seu mandato. O presidente da Câmara assume o Executivo e cancela. Barbosa Neto assume o cargo e defende categoricamente o aumento. A Câmara toma para si o estudo da planilha e solicita à UEL que ajude nos cálculos. Após 43 dias, a UEL responde que não pode ajudar. A Câmara conclui o relatório que demorou 5 meses para ser elaborado. O prefeito o desqualifica e sugere má-fé. A Prefeitura ganha colaboração da UEL para rever tudo após negativa anterior. Nesse meio tempo, troca de acusações entre todos os envolvidos, renúncia à função do líder na Câmara, ameaça de greve no setor, proposição de indiciamento dos antigos diretores da CMTU por gestão fraudulenta. Deus nos acuda!
CELSO MORENO BIZARRO (empresário) - Londrina


Visão e honestidade
Gostaria de parabenizar o empresário Walter Orsi pelo artigo sobre a PEC 231/95 que propõe a diminuição da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas e aumenta o valor das horas extras de 50% para 75% (Espaço Aberto, 23/07). Acham que com isso vão aumentar as contratações. Isso é falta de competência de alguns políticos que nunca produziram nada na vida a não ser fazer política populista. É bom ver pessoas de visão e honestas dando sua contribuição e mostrando que o verdadeiro valor do capital está sendo distorcido. Quem vai pagar esta conta é o próprio trabalhador que ficará desempregado.
SEBASTIÃO CALMEZINI (empresário) - Londrina


Faca na goela
Estou de pleno acordo com o leitor Alicio Massan (Cartas, 23/07). Nunca ninguém foi contra a preservação do meio ambiente, muito menos o agricultor que sabe que sua atividade depende dele. No entanto, os agricultores têm que dispor de mais de 20% de suas propriedades para uma finalidade da qual naturalmente toda a sociedade se beneficia (sim, porque além dos 20% da reserva legal temos as áreas de preservação permanentes e outras que têm que ser mantidas intocadas). E por que só nós pagamos a conta? Pelo mesmo motivo que somos invadidos por movimentos com finalidades dúbias e também não temos o apoio da sociedade e muito menos a proteção das instituições públicas. A sociedade respeita a indústria automobilística, a construção civil, etc., mas não respeita quem produz alimentos, haja vista as isenções tributárias dadas a esees setores.
RUY PIGATTO (agropecuarista) - Curitiba

mockup