CARTAS
Boicote aos ônibus
Vivemos mais um capítulo triste na história de Londrina. Se não bastassem os escândalos políticos, a inércia dos administradores, agora temos que enfrentar a tática de guerrilha das empresas de ônibus. O sindicato dos empregados - que claramente trabalha em parceria com as empresas - solicita o reajuste de salário. As empresas dizem que só darão o aumento se a tarifa aumentar. Diante da possibilidade de não haver aumento de tarifa o sindicato diz: ''faremos greve''. A tendência é a prefeitura é ceder. Gostaria de sugerir ao povo - que diariamente enche os cofres das empresas - que use o seu poder e se posicione dizendo: ''Se houver aumento, não ando mais de ônibus''. Só resta a nós (povo) usar a mesma tática do sindicato e das empresas.
ISAQUE ROBERTO SILVA (microempresário) - Londrina
A gripe e o ministro
Fiquei espantado com as declarações do ministro da Saúde, José G. Temporão, de que se o povo for aos hospitais, por causa da gripe A, eles ficarão superlotados e não haverá vagas para internar outros pacientes. Ora, se o ministro acha que os hospitais ficarão lotados, significa que há vagas nos hospitais e isso é mentira. O ministro não deve conhecer nenhum hospital público do país, porque se conhecesse não diria tamanha asneira. Todos os hospitais estão sobrecarregados; não há vagas; pacientes esperam meses por uma simples consulta; anos por uma cirurgia. E, senhor ministro, as vagas não são preenchidas por vítimas de doenças raras, não: são chagásicos, leishmanióticos, tuberculosos, esquistossomóticos, leprosos, vítimas de cisticercose, de verninoses, micoses, desnutrição, diarreias e disenterias. Doenças da pobreza e da miséria geradas pela política infame de medicina preventiva implementada pelo governo. Não é a gripe A que lotará os hospitais, mas sim as doenças do descaso e da irresponsabilidade do governo.
PAULO ANDRÉ CHENSO (médico) - Londrina
Lixeira do mundo?
Sobre a matéria ''Encontrados mais 25 contêineres de lixo'' (Paraná/Geral, pág. 9, 19/07), é claro que os educados e civilizados ingleses não iriam nunca utilizar um imigrante brasileiro para exportar lixo tóxico para o Brasil. Aquela gente, que se julga a excelência em civilização, mata brasileiro em metrô por engano, é claro. Agora nos usam como lixeira do seu mundo corrompido. Claro que não admitirão a culpa pois já têm um bode expiatório convenientemente brasileiro. Vejam como não valemos nada para os europeus: nos prendem em alfândegas de aeroportos e agora jogam o seu lixo em nós.
EDERALDO FURLANETO JUNIOR (professor) - Cambé
Greve e diálogo
Louvável a atitude do prefeito Barbosa em dialogar com os funcionários do transporte. Demonstra interesse em resolver os problemas da cidade. Esperamos que o prefeito continue presente em meio à classe trabalhadora demonstrando por que foi escolhido.
EDVALDO MACIEL DE FRANÇA (operador de empréstimo consignado) - Londrina
Correção
- Diferentemente do informado pela assessoria de imprensa do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, e divulgado no INFORME FOLHA (18/07), o prefeito de Inajá em 2008 era Manoel Aguilar Filho. A assessoria do TC também se equivocou em relação ao período do mandato do ex-prefeito de Ibaiti Roque Jorge Fadel publicado no INFORME FOLHA (19/07). A condenação pelo abandono da obra de construção de um ginásio de esportes, no valor de R$ 111 mil, a ser paga pela prefeitura, se refere ao período de 2001-2004.





