CARTAS
Tarifa do transporte coletivo
O transporte coletivo de Londrina, apontado por aqueles que nunca usam os ônibus como ''o melhor do País'', há muito tempo pede uma revisão. Até poderia ser o melhor, não fosse esse ''monopólio'' de duas empresas que ditam as regras do sistema, aproveitando-se do fato de a administração municipal ser omissa no gerenciamento do transporte. A última licitação vencida pelas empresas contemplava a construção de um terminal na Zona Oeste, que foi cancelada. A Zona Oeste há muitos anos não recebe nenhuma melhoria no transporte coletivo: micro-ônibus lotados no horário de rush e motoristas fazendo dupla função pela falta de cobradores. O ''Psiu'' atende algumas linhas sem licitação. Ou seja: o custo das empresas diminuiu, sem que a planilha fosse atualizada.
RUBENS BARBOSA JÚNIOR (auxiliar de departamento pessoal) - Londrina
E os servidores?
Lê-se de tudo nos jornais: projeto de transporte alternativo, discussão de feriado, reforma do Cadeião, perdão de dívidas, Teatro Municipal, reavaliação de IPTU, etc.. E o salário dos funcionários municipais, que enfrentam perdas de 40%, quando vão resolver? Até o salário mínimo já está sendo estipulado com reajuste acima da inflação (8%) a partir de janeiro. Senhores vereadores e digníssimo prefeito, lembrem-se que os servidores também precisam sobreviver: que nos paguem o que nos devem.
TANIA REGINA AIDAR (professora) - Londrina
Ecologia x desmatamento
Em entrevista à FOLHA o pesquisador Eustáquio Reis (Opinião, pág. 3, 15/07) diz que o desmatamento é sinônimo de benefício citando o caso da Amazônia com o plantio de grãos. Pode ser um benefício hoje para os supostos plantadores de soja e criadores de gado que têm na Amazônia Legal 120 milhões de cabeças de gado, hoje um ativo de commodities, amanhã um passivo ambiental de perpetualidade. A natureza lhes darão o troco. Senhor Eustáquio, meus pêsames pelo seu otimismo trágico.
JOSÉ PEDRO NAISSER (ecologista) - Curitiba
Capelas mortuárias
O padre Romão Martins (Cartas, 15/07) não está errado em seus apontamentos quanto à qualidade das capelas ou salas de velório de Londrina. Porém, é necessário fazer algumas observações importantes. O governo Barbosa Neto tem um compromisso amplamente divulgado em relação às capelas mortuárias do nosso município, por isso a Acesf vem trabalhando em sintonia com a Secretaria de Obras para a execução do projeto de reforma das capelas da Avenida JK, que terão início este ano. Esse projeto vem de encontro com a proposta desta administração de humanizar o atendimento e oferecer condições dignas para as famílias enlutadas em um momento de tanta dor e desconforto.
CAMILA KAUAM MENEZES ZULIAN (superintendente da Acesf) - Londrina
Transgênicos: porteira aberta
Com relação à matéria ''Desconhecimento no campo'' (Folha Rural, pág. 4, 11/07), percebe-se que é quase uma prática no Brasil deixar a porteira aberta para depois correr atrás da boiada. Vários produtores foram autuados em até R$ 1,5 milhão. Acho correto, pois todos têm que assumir suas responsabilidades, mas por que os órgãos competentes não lavraram multas nas cooperativas ou recebedores de grãos? Não é como apagar fogo jogando gasolina ao invés de água? Foi autorizado o plantio do milho transgênico na safra de verão, mas plantou-se na safrinha por falta de semente convencional porque faltou semente. Será que isso não tem a ver com a venda das empresas nacionais para as multinacionais produtoras de transgênicos?
SEBASTIÃO CALMEZINI (empresário) - Londrina





