SUS: pena de morte

O Brasil tem fama de ser um país voltado à solidariedade. Talvez, seja por isso que a pena de morte não tem vez por aqui. Não temos pena de morte, mas convivemos com ela diariamente. Quem já precisou do Sistema Único de Saúde (SUS) sabe do que estou falando: é uma verdadeira condenação à morte. Acompanhei uma criança que precisava fazer um exame: mãe e filha na fila desde às 4h30 para conseguir uma vaga, mas não deu. Voltaram no outro dia mais cedo e conseguiram uma senha para um sábado quando o médico não atende. Esperaram até a segunda-feira, mas o médico estava numa cirurgia de emergência. Só na semana seguinte a menina foi atendida: o médico a olhou e pediu um raio-X, mas máquina estava quebrada! Será que isso não é ser condenado à morte?

EMANUEL JOSÉ DE PAULA (padre) - Londrina


Notícia alvissareira

Todos os dias desperto desolado com uma série de notícias ruins sobre o nosso país: é a carga tributária mais alta do mundo. Com uma carga dessas, o pobre ainda tem de pagar o combustível mais caro do mundo; plano de saúde porque o SUS não dá atendimento adequado; escola particular porque escola pública não educa; seguro e segurança particular porque a segurança pública não atende a todos; pedágio porque o Estado não conserva as vias públicas com os impostos que arrecada; tem escândalos como o mensalão; dos cartões corporativos (o Supremo Tribunal Federal blinda acesso aos cartões do presidente alegando segredo estratégico); corrupção na Câmara Federal e agora no Senado. Mas tivemos uma notícia alvissareira: a CEI da Câmara de Londrina acena com a denúncia de que as planilhas de custos do transporte coletivo foram superfaturadas! Se for verdade, é sinal de que ainda resta uma esperança do povo no Legislativo. Vamos nos unir a eles e aumentar o time daqueles que lutam pelo interesse público, mesmo que este prejudique o interesse particular.

GERSON MACHADO (servidor público) - Londrina


Quem paga o prejuízo?

É lamentável o que aconteceu com as inscrições para o concurso da Copel que terminaram na quarta-feira. A inscrição só poderia ser feita via internet, mas foi impossível acessar o site para concretizá-la: fiquei dois dias tentando e nada. Esperei ainda por quase uma hora no telefone escutando uma voz irritante dizendo que iria ser atendido em breve. Não consegui falar com ninguém! Quem é o responsável por essa falha e pelo meu prejuízo? Afinal, fiquei de fora do concurso e terei ainda de pagar a conta do telefone.

RONALDO COUTINHO FERREIRA (assistente técnico) - Londrina


Punição e empresas

O governo federal encaminhou ao Congresso um projeto de lei que prevê o fechamento de empresas que pagam suborno a funcionários públicos ou se beneficiam de forma ilícita nos processos de licitação. Acho louvável essa atitude, mas questiono: as empresas que efetuam grandes doações para campanhas políticas durante as eleições também não estão comprando favores de forma antecipada?

TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) - Londrina


Luta por direitos

Gostaria de parabenizar a União dos Deficientes Físicos de Cambé (Unidefi) que completará neste sábado 28 anos de luta pelos direitos das pessoas com deficiência. Ela é parte importante do desenvolvimento de Cambé.

ANDERSON HENRIQUE MOREIRA (metalúrgico) - Cambé

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