CARTAS
Nosso teatro
A paciência do povo sofre também de abuso no que se refere ao Teatro Municipal, esperado há 40 anos, e agora é motivo de polêmica que pode retardar sua construção. Quando tudo parecia resolvido com o projeto básico pronto e pago, com os projetos complementares encerrados e algum dinheiro federal acenando para a apoteose, surge a questão: não será melhor construir o Teatro no Jardim Botânico, obra até agora não concluída? Por que seria melhor? Por que houve mudança de administração? Ora, o atual terreno previsto foi um achado em termos de localização, é central, servido por duas avenidas e capaz de mudar a fisionomia de toda a Zona Leste, atraindo inúmeros investimentos. Londrina precisa de um teatro à altura de seu potencial artístico e não parece que este seja o momento para voltarmos a questionar o local.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor) - Londrina
Localização do Teatro Municipal
Não há melhor lugar na cidade para edificar o Teatro Municipal do que o Marco Zero, embrião de Londrina. Agora querem mudar o local. Não sabemos os reais motivos para o poder público tomar tal decisão. Uma moradora da região deixou escapar: ''Isso é politicagem''. Se for, é um desastre. O primeiro local escolhido foi o antigo Colossinho; não deu certo; aprovaram no Marco Zero e agora querem no Jardim Botânico. Por que não levar para o ''cafundós do Juda''?
MANOEL FAUSTINO DE CARVALHO (historiador) - Londrina
Mamata?
A propósito da opinião do sr. Habib Saguiah Neto (Cartas, 06/07), eu o convido a conhecer o que é uma propriedade leiteira para conhecer a ''mamata'' dos produtores de leite. Nosso dia começa às 4h30 e termina às 18h - chova ou faça sol - durante 365 dias do ano, sem férias. Cuidamos de todo o manejo: reprodutivo, alimentar, sanitário, produtivo. Entregamos o leite para a indústria/cooperativa, esperamos até 42 dias para receber o valor que eles atribuem ao produto - em junho foi de R$ 0,64 o litro - e o senhor comprará depois o mesmo leite por R$ 1,80/1,90 o litro (se for de caixinha, até R$ 3,15). Realmente, tem mamata nessa cadeia produtiva, infelizmente, pode ter a certeza que não é o produtor o vilão da história. Aliás, é o que a mantém e o que é menos remunerado.
ISRAEL PIFER TOMASI (produtor de leite) - Ibiporã
Stock Car em Londrina
A corrida da Stock Car é mais uma perda lastimável para o esporte de Londrina. Não faz muito tempo perdemos também para o Mato Grosso do Sul a prova da Fórmula Truck que pelos mesmos problemas estruturais que o autódromo Internacional Ayrton Senna sofre há tempo. Essas duas provas juntas traziam para nossa economia um valor aproximado de R$ 9 milhões. Espero medidas imediatas de nossos governantes a fim de reverter esse quadro.
JOÃO HENRIQUE DA SILVA FELIZARDO (auxiliar administrativo) - Londrina
15 anos do Real
Lamentável a forma como alguns tentam mudar a história. Aquela máxima - ''uma mentira contada várias vezes se torna verdade'' - está se passando com o aniversário de 15 anos do Plano Real. O leitor Walter Costa Barroso (Cartas, 08/07) enaltece o grande estadista (?) Fernando Henrique Cardoso e seu ministro Pedro Malan como benfeitores dessa saga. O verdadeiro pai do Plano Real é o ex-presidente Itamar Franco. Foi Itamar quem assinou a Medida Provisória criando o Real e o ministro Rubens Ricupero (Fazenda) assinou as primeiras notas da moeda. FHC e Lula tiveram seus méritos na condução do plano, não há dúvida, porém, é lamentável omitir o nome do verdadeiro criador.
ANDERSON LOPES (gerente de Recursos Humanos) - Cambé





