Tarifa do transporte coletivo
Até concordo com o argumento do prefeito de Londrina, Barbosa Neto, quando diz que se for necessário haverá sim aumento da passagem do transporte coletivo, porém, acredito também que o serviço pode sofrer algumas adequações. Já que é a prefeitura que libera o aumento das passagens, ela tem o dever de avaliar a qualidade do serviço e tentar saber a quantas anda a satisfação do usuário em relação aos horários dos ônibus, a superlotação, o tamanho dos coletivos oferecidos em algumas linhas no horário do rush. As empresas estão há algum tempo sem reajuste na tarifa, mas nós, usuários, estamos também há muito tempo sendo tratados com descaso por elas. Então, que ambos os fatores sejam pesados.

PAULO CLEMENTE BHALL MARCOS (artista plástico) - Londrina


Retornos médicos
Nos últimos meses começou, não sei se só em Londrina e se só com planos de saúde, o abominável costume de os médicos não marcarem retorno. Talvez seja porque consideram ''muito pouco'' o valor que recebem por consulta, no mínimo R$ 40, em média por uns cinco minutos de trabalho. Enquanto isso, quem recebe uma indicação de medicamento que não está funcionando ou que está lhe prejudicando faz o quê? Marca (e paga) outra consulta?

JOÃO BATISTA DOS SANTOS (escriturário) - Londrina


Limpeza da cidade
Louvável o desejo do prefeito normatizar a publicidade visual em Londrina. Louvável também seria olhar com carinho para a avenida Dez de Dezembro, no trecho no qual se concentram os estabelecimentos que vendem peças usadas de automóveis. É deprimente um visitante chegar na cidade e se deparar com aquele monte de carros velhos dispostos até em cima dos telhados, nas calçadas e até ocupando vagas no espaço destinado a estacionamento nas ruas. O correto seria concentrar essa atividade num local afastado do Centro da cidade.

DEVALCIR JOSÉ TIROLI (servidor público) - Londrina


Prefeito ou deputado?
Ao ler a matéria ''Barbosa descarta quebra de contrato do transporte'' (Política, pág. 4, 07/08) não pude deixar de notar que o prefeito ainda atua como se fosse um deputado em Brasília. Para tudo que se faça tem que haver o recebimento de algo em troca. Mesmo que as contrapartidas mencionadas por ele já estejam asseguradas, fica a impressão de que ele ainda quer mais. Com relação à Câmara de Vereadores, parece que a compara à Câmara dos Deputados, pois diz que ela ''é uma casa política que pode dar opiniões, que é o que mais se faz em Brasília''. Que eu saiba, a Câmara de Vereadores tem por finalidade apresentar leis e não opiniões.

NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (psicóloga) - Londrina


Quinze anos do Real
A revolução silenciosa acontecida 15 anos atrás que dividiu nossa história em antes e depois do Plano Real nunca poderá ser esquecida. Quem não se lembra do flagelo da inflação corroendo nossas riquezas e dos planos e pacotes econômicos que redundavam sempre em nada? O pobre perdendo em uma ponta e o rico ganhando na outra com a especulação financeira. Quatro personagens deverão ter seus nomes inscritos na galeria de benfeitores dessa saga. Primeiramente como grande estadista e inspirador do projeto Fernando Henrique Cardoso e seu ministro de Fazenda, Pedro Malan. O presidente Lula teve papel importante quando não cedeu às pressões para abandonar o projeto e acreditar no então ministro Antonio Palocci e na queda de braço com seu partido. Lula teve todas as condições de banir o outro câncer que nos afeta, a ''corrupção'', porém, nos ficou devendo. Aí sim, o Brasil teria dado um salto de desenvolvimento.

WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina

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