CARTAS
Tombo no Calçadão
Na semana passada levei um tombo no Calçadão numa daquelas ''grelhas'' que estavam sem as grades de ferro. Resultado: fiquei com o joelho machucado durante quatro dias. O Calçadão está se tornando perigoso para nós com deficiência e para os cidadãos ''ditos normais'' justamente por falta de manutenção e negligência por parte das administrações passadas. Até o momento não estou vendo nenhuma atenção por parte da administração atual. Será que terei que quebrar o joelho para que o Calçadão seja consertado?
ALMIR ESCATAMBULO (cientista social e deficiente visual) - Londrina
Senado: 'reino encantado'
O Senado é um reino encantado. Vejam só os salários pagos por lá: um segurança ganha R$ 18 mil; motorista, R$ 16 mil; mordomo, R$ 12 mil; garçom, R$ 10 mil. Dizer o quê? Vergonha na ''cara''? Cadeia seria o mais apropriado para nossos ''nobres'' senadores da República de ''bananas'' que somos por votar nesses políticos. Vejam as ''figuras'' que comandam o País, além do presidente Lula: José Sarney (presidente da República biônico), Fernando Collor de Mello (presidente cassado), Renan Calheiros (?!?), etc. Todos têm histórias de arrepiar. Não importa se apenas agora esse lixo veio à tona, o Brasil precisa urgentemente ser passado a limpo.
ANTONIO VALERIANO ANTUNES LOPES (servidor público) - Londrina
Fora Sarney!
Não aguentamos mais tanta corrupção e safadeza dos nossos políticos. Só existe uma forma de enfrentarmos esses maus políticos: a desobediência civil. Bandidos ficam livres enquanto o cidadão de bem vive preso na sua residência. A elite e os empresários são duramente criticados pelo presidente Lula. Já os menos favorecidos têm a sua dignidade e autoestima comprados pelo presidente por meio de diversas ''bolsas'' que redundam em votos e, possivelmente, na sua permanência por mais quatro anos no governo.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Policiais à paisana
A polícia anuncia com orgulho carro especial e policiais à paisana para verificar quem está bebendo e vai dirigir. Enquando isso, pessoas inocentes são assaltadas e mortas diariamente e não se fala em providências (ou se fala, mas não se põem em prática). É mais fácil ver quem bebe sua cervejinha do que ver quem assalta e mata. Morei dois anos em Amarillo (250 mil habitantes e média de dois assassinatos por ano), no Texas, onde a lei é severa. Lá é normal a pessoa sair do trabalho e tomar sua cerveja com amigos. Às duas da manhã fecham-se todos os bares. Quando o motorista pega seu carro há vários carros de polícia ao lado, eles aleatoriamente o seguem para ver como está dirigindo. Se ele cometer algum deslize, será punido. Do contrário, não o param nem para fazer teste.
EVALDO LUIZ VITORINO (vendedor) - Londrina
Do obscurantismo à luz
Li perplexo no Editorial ''Os impostos atingindo mais os pobres'' (Opinião, 02/07) que o trabalhador com renda de até dois salários mínimos precisa trabalhar seis meses e seis dias para sustentar a máquina do governo. O texto diz ainda que o presidente Lula está querendo entronizar a ministra Dilma Rousseff a qualquer custo. Já o advogado Sérvio Borges da Silva questiona no artigo ''Excesso de fiscalização'' (Espaço Aberto, 02/07) a não punição daqueles que participaram do mensalão, dos dólares na cueca, das passagens aéreas, etc. É necessário que a sociedade, como mantenedora da democracia, emita seu repúdio ou então usemos o ditado com o qual os padres sentenciavam antigamente na hora do casamento: fale agora ou cale-se para sempre.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (estudante de Teologia) - Londrina





