CARTAS
Marolinha virou crise?
Ouvi uma entrevista na qual o presidente Lula afirmou: ''O Brasil vai sair da crise''. Primeiro, ele dá uma declaração em rede nacional de que o Brasil não estava passando por ''um tornado (crise), mas sim uma marolinha''. Agora, assume que tem crise? Meu Deus, aonde vamos parar?
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente financeiro) - Londrina
Amor fraterno
O brasileiro está arredio em participar de campanhas de solidariedade, acreditando que suas doações tomarão rumo diferente. É necessário que as instituições de caridade recobrem a aura de credibilidade. Existe em cada paróquia uma instituição centenária que é a Conferência de São Vicente de Paulo que se encarrega de distribuir na casa dos irmãos desvalidos, alimentos e roupas para mitigar o frio, além, evidentemente, da Palavra de Cristo. Se cada família levasse à missa dominical um quilo de alimento, o número de pessoas atendidas seria maior.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (estudante de Teologia) - Londrina
Cadê os bons políticos?
Ficamos indignados com a insensatez dos políticos, com a falta de projetos sociais e da lei que permite um céu sem limites para os figurões que mandam e desmandam. Aqueles líderes em quem confiamos o voto, nos decepcionam. Políticos não se arrependem dos erros praticados, não pagam pelas falcatruas, a legislação não os atinge, eles não se importam em se corrigir. Quem se elege para cargo público é como se tivesse tomado uma droga: contrai a politiquice aguda e faz a política partidária que lhe convém.
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO (jornalista) - Londrina
Dignidade sim, esmola não
Com relação à matéria ''Lula critica falta de repasse das desonerações'' (Folha Economia, pág. 1, 24/06), entendo que 38% de carga tributária não seria alta se não houvesse no Brasil esse escandaloso desvio de dinheiro público. Ao invés de distribuir dinheiro para os pobres, que sempre chega ao destino em forma de migalhas porque os aproveitadores consomem boa parte no meio do caminho, seria muito interessante que o governo proporcionasse aos menos favorecidos: empregos, boa estrutura na área da saúde, escolas em tempo integral e outros benefícios. R$ 100 bilhões seria um ótimo investimento nessas áreas: dar dignidade e não esmolas. Na verdade, a preocupação é com a campanha eleitoral, onde a distribuição de dinheiro significa voto. E não me surpreendo se essa manifestação do presidente seja um prenúncio de mais aumento de impostos.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Luta e não 'luto'
O fim da obrigatoriedade do diploma leva a crer que o jornalista relembrou à base da ''pancada'' os dois sentidos dessas palavras. A decisão do STF não só uniu a categoria como levantou a questão de como será praticado um jornalismo de qualidade sem a formação universitária. Os oito votos contra o diploma pareciam doses de veneno, mas se converteram em antídoto. Tirou o jornalista do luto e o trouxe para a luta.
SORAIA VALENCIA DE BARROS (estudante de Jornalismo) - Cambé





