CARTAS
Teatro: por que mudar?
A quem interessa essa nova ''ideia'' de mudar o local do Teatro Municipal? Depois de a sociedade se mobilizar e discutir exaustivamente sobre o tema e o Teatro Municipal estar com o local e projetos definidos, eis que agora contraria-se a vontade do povo e indica-se a possibilidade de um novo local para a sua construção. Todos com um mínimo de discernimento sabem que um projeto não se transfere de um lugar para o outro sem causar atraso e aumento de custos, ou até de troca total. Isto é um absurdo que a sociedade não merece sequer ouvir. Numa cidade, que carece de atenção na educação e na infraestrutura, assistimos a uma possível inversão de valores. Vamos manter um pouco de dignidade, valor e respeito ao povo e àqueles que souberam apresentar um projeto responsável numa forma atual de parceria público x privado.
CLÁUDIO MÁZZIA (empresário) - Londrina
Polêmica do Teatro Municipal
O artigo ''Teatro Municipal: público x privado'' (Espaço Aberto, 24/06), do empresário Atsushi Yoshii, sobre a possibilidade de mudança do local da construção do futuro Teatro Municipal de Londrina merece atenção não só por parte do poder público, mas de toda a sociedade. Realmente não é justo desrespeitar algo que foi amplamente debatido. Repito as palavras dele: ''Boas iniciativas devem ser apoiadas, pois todos ganham: a população, a cidade, o empresariado''.
JOÃO PEREIRA DA CRUZ (corretor) - Londrina
Insegurança em Rolândia
Nas últimas semanas nossa cidade foi invadida por uma onda de violência que há muito tempo não se via: assalto a residências, lojas, roubos, tiroteio, além de outros delitos. Todos cometidos com muita violência. Não bastassem nossos problemas corriqueiros, ainda temos que conviver com esta onda de violência assustadora, típica dos grandes centros. Com o crescimento alcançado nos últimos anos, Rolândia deixou de ser uma cidade pacata. Cabe a nós e à comunidade, em conjunto com as autoridades, buscarmos com urgência medidas para diminuir esta violência. Queremos paz.
MÁXIMO MIGUEL MINIELLO (engenheiro agrônomo) - Rolândia
Poluição sonora no Calçadão
A legislação federal tolera poluição sonora perto de 70 decibéis na zona urbana. Já a legislação de Londrina limita em até 40 decibéis (artigo 29, do Código de Posturas). O motor estacionário do caminhão-pipa utilizado na lavagem do Calçadão extrapola a medida maior em pelo menos duas vezes e afeta seriamente os moradores da região central. A CMTU, encarregada da referida lavagem, viola as duas normas citadas e executa o serviço após as 22 horas. O Instituto Ambiental do Paraná e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente deixam essas infrações impunes. Se a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente continuar inerte, só nos restará reclamar ao bispo de Jandaia do Sul!
FERNANDO SILVA GONÇALVES (advogado) - Londrina
Aula 'antimuamba'
Com relação à matéria ''Governo quer ensinar jovem a combater a falsificação'' (Opinião, pág. 3, 21/06), o ideal é educar as crianças para aprender a votar e exercer melhor a cidadania. Ao invés de aula ''antimuamba'', conforme sugere o Conselho Nacional de Combate à Pirataria, vamos incluir no currículo escolar aulas de prática da cidadania e de ética na vida pública e privada. Se reduzíssemos um pouco a corrupção que assola o país e o gigantismo do Estado ineficiente, com certeza, não seria necessário extorquir o povo com esta carga tributária mastodôntica que aí está.
LOURIVAL BARBOSA (advogado) - Londrina





