CARTAS
Ética e responsabilidade
Não entendo que a ''liberdade de expressão e do pensamento'', rezada na Constituição Federal, conceda o direito de se exercer uma profissão que cause impacto à sociedade sem que o indivíduo seja devidamente habilitado. Se assim fosse, eu também poderia me candidatar ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal sem necessidade da formação específica. Discordo também da nota ''Vale uma nota'' (Política, Cláudio Humberto, pág. 6, 19/06) na qual é dito que ''agora o diploma de jornalista não vale nada''. Continua valendo sim a coragem e voluntariedade daqueles que, mesmo conscientes da não obrigatoriedade do diploma, buscam na faculdade de Jornalismo o conhecimento da técnica e da ética profissional - requisitos básicos que não se aprendem no ambiente de trabalho.
ZEMÁRIO SANTOS (jornalista) - Ibaiti
Fim do diploma
Após o Supremo Tribunal Federal decidir pela não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, profissionais e estudantes da área ficam com a impressão de que todo o conhecimento adquirido na universidade é inútil. Afinal, quem precisa de um profissional que saiba noções de ética para se fazer um bom jornalismo? Isso é revoltante e um desrespeito à profissão. Acredito que nem tudo que é ''legal'' é realmente justo, e se alguma coisa é injusta e prejudicial ao povo devemos nos unir e lutar para mudar a situação.
BRUNA DE LIMA SILVA (estudante de Jornalismo) - Londrina
TEC do Trigo
Parabéns ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, por encabeçar a luta pela manutenção da tarifa externa comum (TEC) do trigo. Parece que o bom senso nos mostra que trazer justiça ao produtor de trigo não é política e sim entendimento da importância da triticultura nacional. Não devemos esquecer o que foi feito na safra passada. Com o zeramento da TEC, ficamos com preços reduzidos o ano todo e o produtor ficou com o prejuízo. Os moinhos, através da Abitrigo, ameaçam a todos com altas generalizadas da farinha, cutucando o consumidor contra o produtor de trigo, dizendo que o pãozinho também vai subir. O engraçado tudo isso é que nas padarias o preço do pãozinho subiu e não baixou quando o trigo baixou, principalmente durante a safra passada.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Jeitinho no Senado
Essa questão dos atos secretos do Senado é mais uma das inúmeras vergonhas praticadas pelos senadores. Para fugir do veto à prática de nepotismo determinada pelo Supremo Tribunal Federal, os senadores, sorrateiramente como de costume, trocavam favores entre si, com nomeações recíprocas, só que por baixo dos panos. Quando isso vai mudar? Com essa maioria lá presente, nunca! Sempre encontrarão um jeitinho de tapear a opinião pública para favorecimentos pessoais.
HABIB SAGUIAH NETO (bancário) - Marataízes (ES)
Desemprego rural
A falta de emprego no campo não se dá só por conta da tecnologia, mas sim pela maquina burocrática ou falta de visão dos poderes constituído nos últimos anos. Um proprietário de sítio, por exemplo, não tem ninguém na sua propriedade não por que não quer, mas sim pela insegurança do sistema trabalhista e pela falta de visão dos sindicatos e do próprio Ministério do Trabalho que dá direito mesmo sem saber a quem. Se a lei fosse menos cega,
o trabalhador não ficaria perambulando na cidade, passando humilhação perante a sua família e à mercê das bolsas ou salário desemprego que não resolvem.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina
■ As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





