CARTAS
Posso ser jornalista?
Depois que os ministros do Supremo Tribunal Federal votaram e decidiram a não necessidade de diploma para exercício da profissão de jornalista, o que será exigido então para ser jornalista? A formação de ensino médio é suficiente? Quais requisitos serão exigidos? E os jornalistas formados, podem queimar seus diplomas? Fica aqui minha indignação. Quem sabe alguém saiba me responder: será que com minha formação acadêmica posso ser jornalista?
MARIA APARECIDA DOS SANTOS LIMA (pedagoga) - Londrina
Diploma rasgado
A decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal pelo fim da obrigatoriedade de diploma para exercer o jornalismo vai potencializar a possibilidade do exercício da democracia. Agora, qualquer um poderá atuar na área. Com a decisão, ter uma rádio pirata não será crime, não é? Ela não é a promoção da liberdade de expressão? Viva a liberdade de expressão! Assim, todos poderão falar dos políticos corruptos e da lei sedentária da maneira que bem entenderem. Então, que acabe o controle e com o jornalista como mediador da informação, que a ética desapareça e que rasguem os diplomas! Vamos ver se a decisão aguenta firme sem nenhuma outra ditadura militar.
TIAGO RAFAEL DE JESUS (estudante) - Cambé
Formação do jovem
Por que será que algumas práticas e disciplinas que ajudavam na formação dos jovens foram excluídos das instituições de ensino. Quando cursava o primário, antes de entrar na sala de aula, formavamos fila, perfilávamos e cantávamos o Hino Nacional. Atualmente, pela extinção desta prática, poucos sabem a letra do nosso hino. Tínhamos aula de religião e respeito pelos nossos mestres. No ginásio tínhamos as disciplinas de moral e cívica e OSPB. A reimplantação dessas práticas e disciplinas poderiam ser testadas pelo novo prefeito de Londrina nas escolas da rede municipal.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Aviãozinho irritante
Do alto, atravessando nuvens, não há londrinense que não tenha ouvido a propaganda veiculada por um aviãozinho amarelo que azucrina a cabeça da gente por vários dias, irritando nossos ''miolos''. É pior que ''zumbido'' de pernilongo. Imagina se esse meio de divulgação vier a ser usado em época de eleição?
OSÉAS PEÇANHA DO NASCIMENTO (músico) - Londrina
Retorno generoso?
Permita-me discordar do eminente professor e ex-ministro Delfim Netto, eminência parda e conselheiro do atual governo. Com a queda da Selic, não há nenhum ''retorno generoso'', conforme afirmou o economista no artigo ''Generoso retorno'' (Espaço Aberto, 15/06). Então, vejamos: 9,25% x 99% x 85%= 7,78% (-) 5,83 de inflação = 1,95% de taxa real ao ano. Isso na melhor das hipóteses, quando o capital ficar aplicado durante dois anos. Se inferior, teríamos: 9,25% x 99% x 77,50% = 7,09% (-) 5,83 = 1,26% ao ano. Menor que a taxa de 2% mencionada pelo ex-ministro lá nos Estados Unidos. O fato mais curioso é que mesmo assim, o dólar continua deslizando ladeira abaixo. Portanto, não se trata de problema de juros.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina





