À margem da sociedade
Na esquina da avenida Dez Dezembro com a rua Tremembés existe um quadro crônico dos mais vergonhosos de Londrina. Entra prefeito, sai prefeito e aquele pobre homem continua ali jogado, como um animal. Consumido pelo alcoolismo e com sua simpatia pessoal marcante, ele junta uns trocados aqui e ali, dorme ao relento com sua garrafa exposta e desafia todos nós. Sabemos que vários esforços foram feitos, mas a complexidade de sua doença precisa do poder público com assistência médica e psicológica rigorosa. Faço um apelo à nova secretária de Assistência Social: tome uma atitude a fim de amenizar o sofrimento daquele que não é mais um homem, pois já arrumou um acompanhante de infortúnio. Se necessitarem de um voluntário para colaborar me coloco à disposição.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina


Dia da Consciência Negra
Muito justo e bom o projeto do vereador Tito Valle sobre a comemoração do Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, também em Londrina. Entendo, porém, que a data não deve se transformar em feriado municipal. Temos feriados em quantidade suficiente e alguns poderiam ser até abolidos. Conforme publicado na Revista Portaria, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro estima que o Brasil perde cerca de R$ 155 bilhões por ano com os feriados - e enforcamentos - e sugere que todos sejam comemorados às segundas-feiras.
MÁRIO MENEZES (técnico operacional) - Londrina


Alinhamento de juros
Dois economistas de plumagem tucana querem a redução dos juros por decreto. Juros a custo zero é o que propõem José Roberto Mendonça de Barros e Luiz Gonzaga Belluzzo para diminuir a entrada de dólares no País. Não se esqueçam que nos Estados Unidos existe deflação e aqui temos uma inflação de quase seis por cento ao ano. Mais fácil seria então propor a taxação desse capital estrangeiro nos mesmos moldes do capital interno, ou seja, em 22,5% dos rendimentos auferidos.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina


Educação religiosa
Não sei por que o professor Ricardo Desidério insiste tanto no tema educação sexual (Opinião, pág. 3, 06/06). Acho que face à violência, criminalidade, prostituição, etc., as crianças e jovens precisam muito mais de educação religiosa, moral e cívica e musical. Esta última já é matéria obrigatória em todas es escolas. Sexo, violência, prostituição, assaltos e drogas andam de mãos dadas. Não vamos pôr mais lenha no fogo.
FRANCISCO PIôTREK (professor) - Londrina


Seguros e os planos de saúde
Não existe melhor negócio no Brasil do que ser proprietário de seguradora ou de plano de saúde. Ambos só querem negociar na vantagem, sem riscos. Seguro evita tudo que é arriscado em termos de acidente e furto. Plano de saúde é pior ainda, pois só gosta de trabalhar com adolescente e bem saudável. Conclusão: além dos preços extremamente salgados que praticam, só gostam de operar com absoluta tranquilidade, impondo todo tipo de obstáculo, como enormes carências e franquias.
HABIB SAGUIAH NETO (bancário) - Maratízes (ES)


Correção
- Diferentemente do que informado no texto Educação Sexual - formação de professores (Opinião, pág. 3, 06/06), o professor Ricardo Desidério participa como supervisor do Grupo de Estudo sobre Educação Sexual na Escola - Gees/Escola: Criação de ''rede de formadores''. O Projeto Gees está na 11 edição.

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