CARTAS
Poluição aérea: um tormento
Na ''Semana do Meio Ambiente'' este jornal está brindando seus leitores com matérias pertinentes ao tema de maneira interessante e oportuna. Tem-se falado da poluição nas suas variadas formas, pois todas elas nos atingem. Há que se ressaltar, no entanto, a mais nova forma de tormento a que estamos sendo submetidos nos últimos dias: a ''poluição aérea''. Esse novo modelo consegue superar os carros com alto-falantes que invadem nosso sossego de forma agressiva e que agora subiu aos ares na forma de um avião. A propaganda de um evento de diversão na cidade vem acompanhada de um ruído infernal, que só consegue dimensionar quem tem criança pequena em casa. Somos obrigados a passar por isso? Isto é legal?
LENITA BALLAROTTI (bióloga) -Londrina
Pedágio mais barato
Com relação à retomada das rodovias federais paranaenses pela Polícia Rodoviária Federal, pensei que o fato delas terem sido licitadas pelo governo estadual o pedágio cairia por terra, visto que as estradas pertencem à União que é quem teria que dar a concessão. As rodovias concedidas recentemente pelo governo federal mostram que teríamos um valor bem abaixo do que os praticados no Estado. É necessário olhar esta questão da retomada das rodovias pela União para o benefício dos usuários.
EMERSON GONÇALVES DE LIMA (servidor público) - Cambé
Usuários prejudicados
Existem dois pesos e duas medidas no atendimento aos usuários da agência do Banco do Brasil, em Rolândia. O atendimento no primeiro andar é para as pessoas que pagam suas contas e se submetem a duas escadas que dificultam a subida de idosos e portadores de deficiência. No térreo, o atendimento é VIP para executivos e empresários. A agência possui elevador e as pessoas com deficiência não utilizam esse benefício. Gostaria que o Sindicato de Bancários de Londrina, Ministério Público local e a Câmara de Rolândia tomassem providências para que este problema fosse solucionado.
AGENOR ANTONIO ZORZETTI (aposentado) - Rolândia
Justiça aos aposentados
Se o projeto de lei 3.299 aprovado no Senado passar na Câmara dos Deputados, irei construir uma chaminé em minha casa no Natal. Há muito tempo que este país perdeu o respeito pelos velhos e aposentados. É louvável a luta do senador Paulo Paim para pôr fim ao fator previdenciário, uma herança do FHC que foi preservada pelo governo Lula. Acho difícil a aprovação do projeto porque os recursos do governo não são para os aposentados e sim para socorrer bancos e empreiteiras.
MÁRIO FUZETO (técnico em contabilidade) - Itambaracá
Salário irreal
Com relação à enquete ''Dieese sugere um salário de R$ 2.045. Você considera um valor justo?'' (Folha Economia, pág. 2, 05/06), o interessante é que ninguém (pelo que parece, nem mesmo o Dieese) faz uma continha simples sobre esses números. O Brasil tem hoje uma população economicamente ativa que deve girar por volta de 110 milhões de pessoas. Se todos ganhassem o mínimo proposto, teríamos um valor mensal de R$ 220 bilhões. Ao final de um ano, levando em conta o 13º salário, teríamos um total de R$ 2,86 trilhões. Segundo o IBGE, o PIB do Brasil, em 2008, foi de R$ 2,9 trilhões. Assim, se todos ganhassem o salário proposto, seria preciso dividir toda a riqueza produzida (o PIB) igualmente para todos e ainda faltaria dinheiro, pois além do 13º deveríamos receber o abono de férias (1/3 do salário) e as empresas deveriam recolher as contribuições para o INSS, etc. Um mínimo no valor mencionado seria totalmente irreal.
PAULO VARELA SENDIN (engenheiro agrônomo) - Londrina





