CARTAS
Difícil de engolir
Na matéria ''Lula inaugura obras do PAC e diz que não faz campanha'' (Política, pág. 5, 30/05), o presidente pede para não ''votar em vigarista'' e diz que ''o Brasil está sendo reconstruído''. Lula precisa respeitar a camada mais esclarecida da população. Não dá para aceitar isso passivamente. Está difícil de engolir. Primeiro porque o PAC é um engodo e um palanque armado para fazer política. Até agora apenas 3% das obras projetadas foram concluídas e mesmo assim são obras de pouca abrangência. Segundo, porque ''nunca antes neste país'' se viu tanto vigarista sendo eleito com o apoio da base aliada do governo federal. Por último, porque a infraestrutura brasileira está se deteriorando por falta de investimento, apesar dos sucessivos recordes de arrecadação tributária dos últimos anos. Prejudicialmente para o país, a campanha política de 2010 foi aberta precocemente e, como sempre acontece, a ignorância do povo será explorada mais uma vez.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Reforma política
Não há necessidade de ser especialista no assunto para se constatar que cinco ''fins'' seriam de imensurável valia na reforma política já mofada na gaveta pelas autoridades (in)competentes: fim da reeleição; fim do segundo turno; fim de qualquer espécie de coligação partidária, fim de nomeação para cargos de candidatos derrotados em todas as esferas; e fim da manutenção dos direitos políticos em caso de renúncia do mandato. A continuar como está, a corrupção se perpetuará sem-fim.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Mais poder para quê?
Sobre a matéria ''Deputados estaduais querem mais poder'' (Política, pág. 3, 01/06), antes de reivindicar mais poder os deputados deveriam primar pela ética e pela moral. A maioria da classe política prima pelo ato contumaz da corrupção, desvio de verbas, fata de ética, etc. Eles primeiro deveriam reverter esse quadro, pois dar mais poder para quem não demonstra condições de tê-lo é como dar o ''galinheiro para a raposa cuidar''.
ADALBERTO BRANDALIZE (professor) - Londrina
Aprendam a administrar
Com relação à matéria ''Amarildo ameaça levar Lusa para União da Vitória'' (Folha Esporte, pág. 3, 01/06), concordo com a opinião do prefeito Barbosa Neto de que a Prefeitura de Londrina não pode investir dinheiro público em clubes privados. Além disso, se algum jogador se destaca e é vendido o lucro sempre fica com os donos do passe do atleta. Dificilmente esse dinheiro fica para investimento no clube. É o mesmo que usar dinheiro público para salvar empresas para que só alguns tenham lucro.
SIDNEI BUENO DE SOUZA (professor) - Londrina
Direito à inclusão social
Os portadores de deficiência de qualquer natureza possuem direitos garantidos pelo artigo 227, parágrafo 2º, da Constituição Federal e pela Lei 7.853/89. Infelizmente, temos presenciado em Londrina um desrespeito aos portadores de deficiência. Basta observar os locais públicos para encontrarmos flagrantes situações. A legislação permite que eles tenham acesso aos direitos fundamentais consagrados no artigo 5º da Constituição através de mecanismos e adaptações criados em lugares públicos ou privados para o exercício desses direitos. O deficiente lesado pode se dirigir à delegacia de Polícia, ao Ministério Público Federal ou Estadual ou ao departamento de Direitos Humanos da OAB para denunciar quem desrespeitar a lei. O poder público deve estar mais atento às necessidades, alternativas e expectativas do portador de deficiência para que tais garantias sejam efetivadas no quadro social.
TATIANA GONÇALVES ANDRÉ (advogada) - Londrina





