Não ao terceiro mandato

Com relação à matéria ''Deputado do PMDB protocola proposta do 3º mandato'' (política, pág. 6, 29/05), sou contra o terceiro mandato e contra a reeleição. Os políticos se esquecem que o ''cargo'' que ocupam é de representatividade e não vitalício. Prometer e não cumprir são as principais características desses ''profissionais''. É óbvio que os deputados querem reeleição aprovada, pois é muito cômodo continuar num governo que nada vê, nada ouve e nada fala. O que o PT tinha por fazer em nosso país já fez. Agora é preciso dar oportunidade para que outros partidos mostrem o que podem fazer ou não pelo país, pois corrupção, desvio de verba, CPIs, etc., já se tornaram novela das oito. Precisamos moralizar a política brasileira, cobrar mais transparência e não deixar que as pessoas se esqueçam dos fatos relatados diariamente pela mídia.

SILVIA DE SOUZA (professora) - Loanda


Reféns das drogas

Com relação à reportagem ''Famílias estão reféns das drogas'' (Folha Especial, pág. 11. 24/05), a legislação brasileira não deve levar para prisão usuários de drogas, pois não são somente crianças, adolescentes e adultos de comunidades pobres que fazem uso destas substâncias ilícitas. Há também empresários, doutores, atletas, inúmeros artistas, pessoas respeitadas pela sociedade, entre tantos outros. As leis acabariam não sendo justas, como muitas vezes não são. Será que empresários importantes usuários de crack iriam a julgamento, assim como adolescentes de favelas? O que se deve fazer é erradicar o tráfico e fazer uma reestruturação, começando pelas leis, passando pelos policiais.

SUELLEN DAIANE WESSLER (estudante de Marketing) - Ivaiporã


Superlotação nas cadeias

A reportagem ''Em Uraí, rebelião deixou um morto'' (Folha Cidades, pág. 3, 23/05) mostra as condições absurdas às quais os presos são expostos. Em um local onde cabem dez pessoas, está superlotado com 42 detentos. Tudo bem que eles estão lá porque pagam pelos erros cometidos, mas nada justifica mantê-los em condições sub-humanas. Depois acontecem rebeliões e mortes e aí a sociedade os critica, porém ninguém vê que o sistema carcerário está falido. Ele é uma continuação da vida do crime e da indignidade.

ALINE MORAES (estudante de Jornalismo) - Londrina


Incentivo à música

O Sesi realizou no último dia 23 a primeira etapa paranaense do Festival Sesi Música, que abre oportunidades de espaço e descoberta de novos talentos entre funcionários da indústria. O evento é importante, sobretudo, porque patrocina a formação cultural, valorizando o indivíduo e a sua inserção artística de maneira profissional, visto que os candidatos passam por ensaios e preparação vocal e se apresentam acompanhados de banda ao vivo. Se destaca também pela forma com que encara a cultura entre os trabalhadores: como qualidade de vida, inserção social, lazer, conhecimento e festa. Parabéns ao Sesi pela iniciativa.

ALDO MORAES (músico) - Londrina


Chalana

Na matéria ''A cultura caipira na viola instrumental'' (Folha2, pág. 1, 26/05), o jornalista Claudio Yuge cometeu um pequeno pecado ao atribuir a Almir Sater a autoria da música ''Chalana''. Esta canção foi composta em 1943, sendo a música de Mario Zan (Mario Giovanni Zandomeneghi), italiano de Veneza, que chegou ao Brasil com 4 anos de idade e que, aos 10, já animava bailes com a sanfona. E a letra é de Arlindo Pinto, poeta caipira autor de diversas outras letras para vários compositores.

PAULO ANDRÉ CHENSO (médico) - Londrina

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