CARTAS
Tragédia no trânsito
No trágico acidente que ceifou a vida do jovem Gilmar Yared, o que ficou provado até agora é a demonstração do amor incondicional de uma mãe por seu filho. Como disse o padre Fábio de Melo: ''A vida nasce da dor''. O amor mais amado surge depois de uma dor prolongada. Amor de mãe! Mãe que tem o seu filho morto e que chora a dor que não tem nome, numa inversão brutal das regras da vida, o absurdo de ver partir, antes do tempo, a cria de suas carnes. Em qualquer circunstância ele é ilimitado e definitivo. O filho está morto, mas o verdadeiro amor de mãe nunca morre! Vá em frente, mãe querida, porque com a sua coragem e determinação o responsável pela tragédia será exemplarmente punido. Ao seu lado está a imprensa a não permitir que o fato morra pelo esquecimento. Que viva a justiça!
CLAUDINÊ DE OLIVEIRA (auditor fiscal) - Apucarana
País do faz de conta
Dizem que no Brasil não existe pena de morte, todavia esquecem de mencionar as pessoas que morrem nos corredores dos hospitais falidos por falta de um atendimento digno e humano. Aqui não existem guerras, porém o número de pessoas assassinadas supera o número de mortos em países em conflitos como Iraque e Afeganistão. Enquanto exportamos milhões de toneladas de alimentos, milhares de brasileiros morrem de fome. Nossa democracia é sinônimo de impunidade. Não temos terremotos, porém uma parcela de políticos causa um estrago bem maior que vários tsunamis juntos. E se algum brasileiro se sentir humilhado e desamparado ainda pode recorrer ao ''Supremo Tribunal Celestial'', porque com um país igual a este, só por Deus mesmo.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (atendente) - Alvorada do Sul
'Onde foi que eu errei?'
Parabéns à jornalista Marian Trigueiros pela reportagem ''Onde foi que eu errei'' (Paraná/Geral, pág. 10, 17/05) e à FOLHA pelo serviço prestado e por abordar o assunto de forma direta. Mães como a sra. Denise Reis Guilherme, citada na reportagem, também merecem o nosso aplauso, pois hoje é muito comum, pela ausência dos pais, crianças egocêntricas - comum, mas não normal. O grande mérito fica por conta de perceber o que acontece com os filhos e agir para ajudá-los, evitando mais tarde a pergunta (arrependida) ''onde foi que eu errei?''.
KAREN AOKI ROMERO (professora de natação) - Londrina
Toque de recolher
Todos nós lutamos por democracia, pelo direito de ir e vir com segurança e liberdade. Acredito que estamos num processo de evolução constante e por isso faço um apelo aos nossos legítimos representantes para que não sejam retrógrados. Toque de recolher? Fechamento de bares às 23 horas? Por que não buscar uma outra solução, como aumentar o policiamento ostensivo? Todos já pagamos por isso, com impostos e exigimos retorno. A nossa parte já fizemos elegendo políticos para nos representar. Espero que olhem com carinho nossos irmãozinhos menos favorecidos, pobres, drogados e marginalizados. Salvando estes, teremos sono tranquilo.
SEBASTIÃO DE OLIVEIRA BORGES (estudante) - Londrina
Bento XVI
O Papa Bento XVI, sempre severamente criticado pela imprensa internacional, agiu com firmeza e total imparcialidade em sua recente visita a Israel. Além de não paparicar, criticou com firmeza a construção do muro que isola e menospreza os palestinos. O que Israel queria? Que Bento apoiasse e elogiasse o massacre constante aos palestinos ou que afirmasse que quem manda mesmo no Oriente Médio é apenas o Estado judeu?
HABIB SAGUIAH NETO (bancário) - Marataízes





