Luta por direitos

Os índios quando querem que seus direitos sejam respeitados, se unem, fazem manifestações e têm suas solicitações atendidas. Os detentos quando querem seus direitos respeitados fazem rebeliões e suas vontades geralmente são atendidas. Será que não está na hora de nós - cidadãos comuns, que pagamos nossos tributos em dia - começarmos a reivindicar nossos direitos e fazer com que parem com essa farra com o dinheiro público? Vamos nos unir e cobrar para que sejam tomadas medidas urgentes para acabar com isto. Conseguimos algo muito importante no passado ao tirarmos um presidente do poder. Está na hora da sociedade se articular para que nossos direitos sejam respeitados também.

EDVALDO MACIEL DE FRANÇA (operador de empréstimo consignado) - Londrina

Pedágio: tragicomédia

Quem vai para São Paulo precisa desembolsar R$ 118,60 (ida e volta). Aí está a comédia. A tragédia é saber que as rodovias foram construídas com o dinheiro dos nossos suados impostos. A comédia é que na rodovia Castelo Branco tem um viaduto há mais de 20 anos em construção e nunca fica pronto. A comédia continua no fim da rodovia, em Ourinhos, os motoristas fazem malabarismo no trecho até a divisa da Melo Peixoto, no Paraná. O povo não aguenta mais de tanto rir: é ou não é uma comédia?

SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina


Futebol paranaense

Se de um lado o Campeonato Paulista garantiu fortes emoções, equilíbrio técnico e sucesso de bilheteria, fruto de uma boa qualidade de sua organização, do outro o Estadual do Paraná foi desprovido de motivações e sem graça. Marcado pela incompetência e falta de visão dos dirigentes dos clubes e da Federação, a disputa da fase final do certame foi motivo de chacota nacional. Um regulamento esdrúxulo e uma tabela excêntrica para a segunda fase, onde uma equipe jogou todas as partidas dentro de casa e outra todas fora de seus domínios, tornou-se um campeonato só para Curitiba ver. E o resultado não poderia ser outro: uma disputa sem brilho e de cartas marcadas. Os dirigentes dos clubes do interior precisam ser mais inteligentes. Como é que concordam com um regulamento dessa forma? Ou não leram ou não entenderam. Parece-me que esse regulamento também é válido para o certame de 2010. É preciso alterá-lo para não insistir no mesmo erro grosseiro. Pobre futebol paranaense, administrado com um amadorismo total.

LUDINEI PICELLI (administrador de Empresas) - Londrina


Pombas e desequilíbrio

O desequilíbrio ecológico é a maior causa da invasão das pombas em Londrina. Tentar acabar com as pombas proibindo-se de alimentá-las não vai resolver esse desequilíbrio. É preciso fazer o plantio de árvores nativas em várias regiões do País (cerrado, pampas, etc.), nos carreadores das fazendas, nas rodovias estaduais e federais e recuperar a mata ciliar. Poderia-se organizar um encontro com secretários de meio ambiente e ambientalistas na cidade para se discutir o problema.

LUCINDO DE CARLI LOURES (representante comercial) - Londrina


História absurda

Ladrão desvia dinheiro do banco, mas é descoberto. O caso vai para o ''Conselho de Ética dos Ladrões'' que nunca resolve nada. Antes da sentença, ele vem à imprensa e declara que - se condenado - devolverá o valor e tudo ficará resolvido. Parece uma história absurda, mas não é. Basta substituir a palavra ''ladrão '' pela palavra ''político'' e a palavra ''banco'' pelas palavras ''cofres públicos'' e veremos que isso acontece quase todos os dias.

ALICIO MASSAN (agrônomo) - Santa Mariana

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