Abuso de poder
Para entendermos melhor os desmandos praticados por nossos deputados federais é preciso que tomemos como exemplo uma instituição bancária que ao transferir um gerente de um estado para outro acrescenta alguns benefícios aos seus proventos, ajuda a pagar a sua mudança e assim a transferência está consumada. Esse empregado irá cumprir no seu novo habitat todas as suas obrigações de 2 a 6 feira. Se esse funcionário quiser voltar às origens para visitar parentes ou amigos fará às suas expensas. Dificilmente um gerente bancário, que faz a intermediação de várias e enormes transações financeiras, chega a ganhar R$ 16.500,00. E o que é pior, esses nobres deputados estão querendo elevar seus ganhos para R$ 24.500,00. Está na hora de pôr cobro a tais mazelas.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (estudante de Teologia) - Londrina

Poder da impunidade
O Congresso Nacional deita e rola no berço esplêndido de escândalos e corrupção. O povo - coitado! - só vota na ignorância e reconduz os mesmos governantes indignos. Encontra-se sofrido, ao desabrigo da educação, da saúde, esta lastimável. O país inerte, diante da assombrosa corrupção desenfreada, com a cobertura fria de clareza hialina da impunidade. A classe política hoje brinca com a população, menospreza a capacidade de discernir e tomar decisões racionais. A inversão de valores é gritante e dá medo diante de tantos abusos. É triste, mas dá até para dizer: que saudade do AI-5!
ANTONIO FRANCISCO DA SILVA (advogado) - Ibiporã

Nossos bichos
Novamente volta o assunto que tanto incomoda nossa convivência com as pombas de Londrina. Não só elas mais todos os animais de nossa fauna devem ter um tratamento harmonioso e uma convivência civilizada. Um depende do outro para sua sobrevivência. Minha modesta contribuição neste início de nova administração é o mais antigo e simples possível: limpeza! Uma cidade do porte e orçamento de Londrina pode colocar alguns caminhões-pipa munidos de bombas de pressão para lavar os pontos críticos da cidade durante o período noturno. O custo é baixo e certamente mudará a cara de Londrina.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina

Utopia
A moralização do Congresso Nacional só ocorrerá quando seus ocupantes tiverem que dar satisfação de seus atos a alguém. Dizer que deputados e senadores devem obediência a seus eleitores é uma ingênua ilusão. Uma utopia. Aqui no Brasil, com dinheiro na mão, se consegue uma cadeira no Congresso com facilidade. Político, então, não está nem aí para o eleitor, infelizmente. A farra e o sarcasmo têm ainda muito a oferecer aos incrédulos olhos do cidadão brasileiro.
HABIB SAGUIAH NETO (bancário) - Marataízes (ES)

Bom administrador
Londrina está passando por um teste de resistência nunca visto no sistema político administrativo. Perdemos o faro de bons londrinenses que tinham força na palavra junto com ações tomadas com firmeza e caráter, pessoas que faziam jus ao salário e se orgulhavam de ser representantes de qualquer departamento político ou administrativo. Está mais que na hora de tomar uma atitude séria a respeito disso. Muito se fala em combater o mosquito da dengue. Examinam-se vasos de flores nos quintais e os banheiros de dentro de casa, mas não tomam atitude quanto à limpeza dos terrenos baldios públicos ou privados. Há pouco tempo criaram uma empresa para receber a sobra de construções e galhos de árvores, mas não pode parar aí. É preciso saber como fica a situação das pequenas sobras. Não dá para pagar R$ 140 ou até R$ 180 por uma caçamba! O poder público tem que avaliar todos os segmentos.
SEBASTIÃO CALMEZINI (empresário) - Londrina

Correção
Ao contrário do informado na legenda da foto publicada na capa do caderno Gente de hoje, o nome do diretor-geral da Escola de Magistratura do Paraná é Roberto Portugal Bacellar.

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