CARTAS
Credibilidade do Judiciário
Se não bastasse nas instâncias inferiores as denúncias de juízes federais e de um ministro do Superior Tribunal de Justiça afastados por corrupção (venda de sentença) e a prisão de vários membros do Judiciário do Espírito Santo, agora nos deparamos com o destempero de dois ministros do principal órgão do Poder Judiciário - Supremo Tribunal Federal - com graves repercussões, inclusive internacional. Será que podemos acreditar na imparcialidade deste Tribunal quando dois de seus membros, ao que parece, são ''inimigos''? Será que neste Tribunal existe uma ''panela''? Quem irá punir estes ministros? Como sempre, com parecer simplista, o presidente Lula foi pior que os outros: sustentou ser normal este tipo de comportamento e o comparou à discussão sobre futebol.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) - Londrina
Mancha no Supremo
Sobre a matéria ''Discussão evidencia insatisfação com presidente'' (Política, pág. 6, 24/04), o presidente do STF outra vez se torna pivô de um episódio lamentável que macula a imagem do Poder Judiciário em nível internacional. Em apenas um ano como presidente da Suprema Corte, Gilmar Mendes já foi alvo de inúmeras críticas e acusações por suas ações no mínimo ''suspeitas'' e ''pretensiosas''. A discussão só demonstra a falta de preparo de Mendes e contribui para a degradação da imagem da Justiça. É coerente que os ministros da mais alta Corte do país, que têm a incumbência de julgar com imparcialidade, sejam escolhidos por motivações políticas?
CLAYTON COUTO (estudante de Direito) - Londrina
Baixaria no STF
Não bastassem os desmandos no Congresso Nacional, temos agora uma baixaria na mais alta Corte do País. Numa briga de rua até que é considerado normal esses xingamentos. Isso já é demais para a moral de um país que se diz em ascensão! Daí, vem o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) dizer que esse episódio entre os ministros deve ser minimizado para que o povo brasileiro ''não fique desacreditado'' em mais um poder? Ele também sabe e admite que o Legislativo não é flor que se cheire.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (estudante de Direito) - Londrina
Briga no Supremo
Já admirava o ministro Joaquim Barbosa quando indiciou a quadrilha dos 40 integrantes do mensalão - pena que muitos já escaparam -, e agora o admiro mais ainda pelo seu desabafo mostrado ao vivo na TV Justiça no bate-boca com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. O mais triste é saber que há muito tempo Joaquim Barbosa enfrenta isolamento por parte dos outros ministros. Pobre STF. O ministro Barbosa sim é o ''cara'' no Brasil. Pena que o presidente norte-americano Barack Obama não o conheça ainda.
JOSÉ PEDRO NAISSER (ambientalista) - Curitiba
Extrapolando atribuições
O padre Antonio Pereira Anchieta (Cartas 6, 11 e 22/04) não deveria, segundo meu entendimento, emitir abertamente opiniões políticas tendenciosas, pois investido no cargo de pároco é um formador de opinião por excelência e a Igreja Católica não tem se mostrado ultimamente favorável a esta ou aquela facção política. Entendo, como fiel seguidor desta Igreja, que é dever do pároco, em suas homilias e aconselhamentos, mostrar aos fiéis a palavra do Senhor para que cada um possa tomar suas decisões com base nos ensinamentos de Cristo. Não cabe ao padre, pois não está no escopo de suas atribuições, sair em defesa de maneira acintosa desta ou daquela facção política.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (estudante de Teologia) - Londrina





