CARTAS
'Picaretas' do futebol
Até quando os ''picaretas'' do futebol interferirão nas vendas e nas carreiras dos jogadores? A venda do atacante Ricardo foi prova disso. Será que os dirigentes do LEC não tinham condições de efetivar a venda diretamente ao invés de pagar porcentagens aos ''picaretas'', ou melhor, aos agentes Fifa? Ou será que assim fica mais fácil distribuir dinheiro a alguns dirigentes? O futebol está ''podre'', portanto, tudo é possível. Coitado dos clubes e, principalmente, dos pobres amantes do futebol que pagam R$ 20 no ingresso, R$ 5 na cerveja e R$ 10 no estacionamento. É melhor ficar em casa!
MARCOS YUDI TAMARI (administrador de empresas) - Arapongas
Matas ciliares
Concordo plenamente com a posição do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de se posicionar contrário à polêmica lei catarinense de redução do espaço das matas ciliares às margens dos rios. Reduzir ainda mais o já moribundo espaço das matas brasileiras é inadmissível e é crime não apenas contra a natureza, mas contra a humanidade. Se for preciso usar a força federal, que Minc o faça, pois não será nenhum ato de ''ditadura'', como afirmou o governador catarinense. Apenas uma questão de bom senso. Difícil para o ministro é conseguir apoio do chefe Lula, que já se manifestou sobre o assunto em recente discurso, onde tachou a defesa ambiental como burocracia.
HABIB SAGUIAH NETO (bancário) - Marataízes (ES)
A coragem de Adriano
O que mais se pergunta neste momento é por que o atacante Adriano abandonou a carreira de futebol, mesmo que momentaneamente. Adriano foi corajoso em declarar que é infeliz, decidindo parar repentinamente das glórias da fama. Acredito que muitos queriam ter a coragem deste homem, mas continuam em suas batalhas íntimas. Muitos pensam que se encherem de bens, riquezas, dinheiro e diversões se sentirão valorizados e com segurança. Porém, nada neste mundo consegue satisfazer o anseio da alma. Prosperar não quer dizer somente ter bens materiais, mas principalmente achar o sentido da vida.
ANTÔNIO CARLOS DE CARVALHO (advogado) - Marilândia do Sul
Ideb x marketing
Constantemente vemos na TV um anúncio do governo sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) que não deixa de soar implicitamente com um tom propagandista. Isto porque o conjunto da obra (com um bom marketing!) é feito com uma bela apresentadora e com dados relativos, o que não é sinônimo de compatibilidade do real. Ao contrário, a disparidade da qualidade do ensino público é demasiada para que o governo venha a público, comemorar um ''salto'' na qualidade de ensino que, por ironia, denuncia a péssima colocação nacional perante a qualidade do ensino público dos ''loiros e de olhos azuis''. Há ainda, também subentendido, um esforço do governo para que os professores e alunos se concentrem ao máximo na realização na Prova Brasil para, a partir dessas notas, melhorarem a escola pública. Não seria isso uma forma fácil e barata de levantar dados positivos para ofuscar a realidade?
TYAGO FYLIPE VIEIRA PROENÇA (estudante) - São Jerônimo da Serra
Descaso na saúde
O atendimento público é um verdadeiro transtorno: pessoas esperam meses por uma consulta, idosos chegam de madrugada e precisam ficar em pé por horas, não tem o menor conforto e as cirurgias demoram anos para serem realizadas. Cabe ao governo se preocupar mais com essas pessoas que confiaram tanto em seus representantes políticos e os colocaram no poder.
JESSICA OLIVEIRA FONSECA (estudante de Gestão Financeira) - Ivaiporã
As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





