CARTAS
CPMF, 'o retorno'?
Desde janeiro tem sido debitado todos os meses da minha conta bancária uma taxa estranha denominada de Imposto Sobre Operações de Crédito (IOC) - não confundir com o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). O gerente da minha conta alegou que trata-se do decreto 6.691 do Banco Central, de 11/12/2008, que autoriza os bancos a debitarem na conta corrente do cliente um imposto sobre a utilização do limite de crédito, além de juros que pagamos quando utilizamos tal limite, calculado em 0,38% ao mês. O estranho é que antes da queda da CPMF os bancos não debitavam o tal do IOC quando usávamos o limite: debitavam só os juros (que já são altos demais!). Será que o Governo Lula, não satisfeito com a queda da CPMF, está cumprindo a promessa de recuperar o tal imposto de alguma forma?
WANDERLEY RODRIGUES DO LAGO (consultor comercial) - Londrina
Oposição
Eu nunca entendi o que é ser oposição. Na hora que tudo vai bem ninguém fala nada. No momento de crise a oposição cai de pau, tal qual urubu na carniça. Se a crise é de confiança, as intrigas e futricas acabam piorando tudo. A crise é profunda e toda ajuda seria necessária. Irmanados, quem sabe, sofreríamos menos. Esse negócio de apostar no quanto pior melhor para a oposição, não tem lógica num momento como esse. Não está na hora de apontar defeitos, mas restabelecer confiança e recuperar a credibilidade. O pessimismo poderá nos levar para um beco sem saída.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina
'Minha casa'
O programa 'Minha casa, minha vida' é um projeto excelente, principalmente para as classes menos favorecida financeiramente que sofrem para pagar aluguel e mal conseguem comprar o básico para a alimentação familiar. Tomara que realmente saia do papel e faça o nosso sonho tornar-se realidade. Tenho uma inscrição para casa popular desde 1985 e continuo na fila. Bom seria termos eleições todo ano, pois notícia boa para o cidadão só acontece nessas épocas. Nessas horas nós - eleitores - é que somos os ''caras''.
MIGUEL LUIZ SILVA (vendedor autônomo) - Londrina
Cruel realidade
É triste e verdadeira a realidade apontada pelo professor Nélio Roberto dos Reis no artigo ''O direito de ser cruel'' (Espaço Aberto, 13/04). Os benefícios governamentais, que deveriam ser temporários e atrelados a programas de capacitação e encaminhamento ao mercado de trabalho, eleitoreiramente têm se tornado permanentes e propiciado uma geração de pais que vivem na indolência. Os filhos dessas famílias tomam isso como referencial e acham que a vida é assim. O Brasil tem jeito, mas é preciso agir com seriedade e não eleitoreiramente.
CLAUDETE DEBÉRTOLIS RIBEIRO (professora) - Cambé
Ensino público
Concordo parcialmente com a opinião do leitor Eder Del Piccolo Santini (Cartas, 11/04/). Sem dúvida a chance igual é fundamental em uma democracia séria e isso só acontece de verdade quando temos escolas de mesmo nível, públicas ou privadas, e com condições para as crianças se alimentarem adequadamente. No passado as escolas públicas eram as melhores. Por que deixaram de ser? Hoje esta realidade está invertida devido às políticas equivocadas dos poderes constituídos. As universidades não são as culpadas pelo mau ensino e pela falta de investimento no ensino básico. São as demagógicas políticas dos nossos governantes que estão sucateando as universidades públicas. Se a verba prevista na Constituição realmente chegasse às mãos dos diretores das escolas públicas jamais elas teriam chegado a tal situação.
MARCOS DE CASTRO FALLEIROS (físico) - Londrina





