CARTAS
Torcida merece respeito!
Com relação à matéria ''Vitória não impede rebaixamento do Londrina'' (Folha Esporte, pág. 1, 26/03), a cidade merece respeito, não esse time medíocre. Londrina tem grandes empresas, um belo estádio e uma torcida apaixonada que merece um time que honre o nome da cidade. Toda a diretoria deveria pedir renúncia, mandar embora os jogadores e começar da estaca zero. Pode mudar até a cor do uniforme e voltar a ser vermelho: a cor da ''vergonha''. Qualquer time amador de várzea joga melhor que esse timinho atual. Os torcedores merecem um futebol com garra e que defenda o nome da cidade, como no passado de tantas glórias.
MARIO MORI (fotógrafo) - Londrina
Fica a lição
Com relação ao rebaixamento do Londrina, a realidade é superior aos anseios de quem fica à espera de um milagre, imóvel e sem tomar conhecimento do rumo da situação. Fica o aprendizado e espero que a direção do LEC veja com seriedade o calendário deste ano para que não vejamos o time cair mais uma vez no abismo e ficar fora até da Série D do Brasileiro.
RICARDO JOSÉ DE OLIVEIRA (empresário) - Ibiporã
Futebol empresa
Se o Londrina continuar sendo administrado dessa forma na Série D do Brasileirão, poderá o seguir os passos do Galo maringaense e ser extinto. Há alguns anos empresários londrinenses participaram de uma reunião na Prefeitura para discutir o futuro do LEC e avisaram que se não mudassem a política do clube transformando-o em empresa não teria como ajudá-lo e o time poderia morrer. E alertaram: com chapéu na mão nenhuma empresa dará dinheiro. Acredito que ainda é tempo: transformem o Londrina em uma empresa S/A. Tenho certeza que os empresários participarão como acionistas, pois sabem que o retorno acontecerá.
FRANÇA NERY (jornalista) - Londrina
Cavalgada e mau exemplo
Gostaria de sugerir aos organizadores da cavalgada realizada domingo passado às margens do Lago Igapó 3 para que, no próximo ano, coibissem o uso de bebidas alcoólicas durante o evento. A televisão mostrou cenas de vários cavaleiros fazendo uso do produto (inclusive uma charrete transportava uma caixa) e jogando latinhas vazias na rua, cena que também presenciei pois faço caminhada diariamente naquela região. Outra cena lamentável foi um cidadão travestido de peão que invadiu uma faixa estreita usada em comum por ciclistas e pedestres e disse: ''Se atrapalhei a caminhada, vá andar dentro do lago!''. Os pecuaristas não diriam isso pois são pessoas honradas e civilizadas que sempre darão bons exemplos aos seus filhos.
ANDRÉ MENEGHEL RANDO (consultor de imóveis) - Londrina
Corajoso editorial
Considerando as dificuldades que existem quando somos contrários aos interesses da poderosa indústria do vício, sinto-me no dever de cumprimentar a FOLHA pela publicação do editorial ''As múltiplas ações diante das drogas'' (Opinião, 21/03). Além de ir às origens da produção e do contrabando como sugere o editorial, diria que é urgente criar leis que restrinjam a publicidade ligando o consumo, principalmente das bebidas alcoólicas, com o sucesso e o prazer. É uma indução ao vício e uma armadilha para os mais jovens. Já fizeram muito no combate ao cigarro. Agora é preciso atacar firmemente o álcool mostrando o seu lado verdadeiro de destruição dos cidadãos e, por consequência, das famílias.
EDGAR BAER (advogado) - Londrina





