CARTAS
O petróleo é nosso?
Semana passada viajei a Curitiba e, além de comprovar que pagamos o combustível mais caro produzido no mundo, pude constatar a ganância dos distribuidores e donos de postos. Saí de Londrina pagando R$ 2,55 o litro. Em Mauá da Serra, paguei R$ 2,35 e em Curitiba, R$ 2,19. Na volta paguei R$ 2,50 o litro em Londrina em um posto do mesmo proprietário daquele lá de Mauá da Serra. Se ambos os postos são de propriedade da mesma pessoa e partindo da premissa que seus fornecedores são os mesmos, como pode então operar com preços diferentes em Londrina e Mauá da Serra? Será que o distribuidor vende para cada posto a preços diferentes?
GERSON MACHADO (servidor público federal) - Londrina
Preço dos combustíveis
Em recente viagem à cidade de Califórnia observei quanto o preço dos combustíveis em Londrina está muito acima da média da região. Em Cambé, Arapongas, Apucarana e Califórnia é fácil encontrar álcool entre R$ 1,35 e R$ 1,39, enquanto em Londrina (cidade onde se localiza o pool de combustíveis) o preço varia entre R$ 1,50 e R$ 1,59. Até quando esses preços altos e incrivelmente parecidos vão continuar? Enquanto as autoridades não tomam providência, o jeito é abastecer nos postos da região.
RUBENS BARBOSA JÚNIOR (assistente de departamento pessoal) - Londrina
Aborto
Chega da hipocrisia, do politicamente correto e da ditadura do relativismo e do subjetivismo. Dois bebês foram assassinados na barriga da mãe por ordem da justiça dos homens. E a mãe não corria necessariamente risco de vida. Que país laico é esse no qual os políticos e os governantes são eleitos por uma maioria de mais 90% de cristãos?
RENATO COLBERT BERTIN (padre) - Rolândia
Diversidade
Discordo da opinião do seminarista Alan Cristian de Lucena (Cartas, 24/03) e da atitude dos vereadores curitibanos em não conceder título de utilidade pública a um evento que supostamente ''agride as raízes conservadoras da capital'' (''Câmara de Curitiba rejeita título a entidade gay'', Geral, pág. 6, 24/03). Admiro muito a Igreja Católica, que é e será eternamente uma organização histórica, impregnada de valores éticos e morais necessários à sociedade, mas, como cidadão, não posso admitir a intolerância e o preconceito. Ninguém está aqui para discutir religião. A sociedade não condena a Igreja. A sociedade condena a ignorância e o desrespeito à pluralidade e à individualidade. Dignidade é muito mais do que reprovar comportamentos considerados ''imorais''. Ser digno é saber respeitar a diversidade independente se ela serve para minha vida ou não.
MAURICIO DONAVAN RODRIGUES PANIZA (estudante de Administração) - Londrina
Dogmas religiosos
Com relação à opinião do seminarista Alan Cristian de Lucena (Cartas, 24/03), na verdade o alvo de críticas não é a Igreja Católica ou qualquer outra denominação cristã. Merecedores de críticas são as pessoas que as seguem e querem fazer leis a partir dos dogmas religiosos. Elas esquecem-se de que um Estado dito laico, como o Brasil (pelo menos em tese), não deve ter em sua Constituição preceitos de religião alguma. Temas polêmicos como aborto, uso de preservativos e homossexualidade são de competência do Estado. Isso não impede que as igrejas orientem seus fiéis desde que não tal orientação não intervenha em questões de saúde pública ou de políticas de igualdade que também fazem parte do que se pode chamar dignidade.
MATEUS PATROCÍNIO DE OLIVEIRA (músico) - Londrina





