CARTAS
Redação da UEL
Fiquei perplexo com a quantidade de pessoas que tem reclamado das notas obtidas na prova de redação da UEL. É curioso ver os boletins de desempenho de vestibulandos que obtêm notas superiores a 90% nas provas objetivas e no quadro da redação um mísero 4,54 ou um 5,28. Os boletins apresentam notas iguais, inclusive nas casas depois da vírgula. Essa coincidência matemática é estranha. O fato de um vestibulando de Medicina, por exemplo, passar para a segunda fase do processo seletivo é suficiente para comprovar que ele não possui um português e uma concepção de mundo tão primária que valha 5,28. Por que a redação do candidato não é devolvida e por que não são divulgadas as dez melhores redações como é feito na USP e na Unicamp? A realização do sonho profissional é algo muito grandioso para ser reduzido a ''coincidentes'' décimos e centésimos que frutificaram da opinião de um corretor de redação.
FELLIPE GUSTAVO MONTEIRO BON (estudante) - Londrina
Direitos da cidadania
Estive recentemente em uma agência bancária no Calçadão de Londrina e pude constatar que, ao ser atendido por um gerente, não existe o atendimento preferencial para idosos, gestantes, etc. Isso é um absurdo. Cadê o Estatuto do Idoso? Espero que as autoridades tomem as providências necessárias.
CÉSAR AUGUSTO PESCAROLLI (estudante) - Londrina
Falta de energia
O Jardim São Fernando vem sofrendo constante falta de energia elétrica. Morei durante dez anos na rua Pio XII e nas poucas vezes em que faltou energia não passou de cinco minutos. Aqui no São Fernando e no Cambezinho só no ano passado as interrupções de energia chegaram a até quatro horas. Este ano já faltou energia duas vezes de no mínimo uma hora. Por que essa discriminação com esses bairros? Se os transformadores estão ultrapassados e não comportam a carga, por que não os trocam? Já imaginaram o que é ficar presa no elevador ou ter de subir 82 degraus?
IRENE CRUZ CORREA (dona de casa) - Londrina
Merenda escolar
É vergonhosa a defesa do vereador Jacks Dias sobre a empresa SP que fornece merenda escolar para o Município. O vereador está contrariando o adágio popular: ''Contra fatos não há argumentos''. As reportagens da FOLHA, em especial a matéria ''Prefeitura pode romper contrato da merenda'' (Política, pág. 4, 13/03), evidenciam que o contrato não vem sendo cumprido. O importante para as crianças das escolas municipais é a qualidade da merenda e para o munícipe é evitar o desperdício do dinheiro público com o pagamento a empresas que não cumprem o contrato assinado com o Município.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Conflitos agrários
O leitor Aminadabe de Oliveira (Cartas, 06/03) tachou os produtores rurais de especuladores latifundiários, grileiros e autores de outras atrocidades. Fez ainda uma ligação extemporânea da classe rural às colunas sociais, como se algum mal houvesse nisso, e destilou seu rancor por pessoas que ele considera estarem no lugar que ele gostaria de estar. Sua falta de conhecimento e compreensão da realidade rural se assemelha à daqueles que preconizam que a classe de servidores públicos é composta, salvo raras exceções, de apadrinhados políticos, fantasmas e marajás que ganham muito e trabalham pouco. Afirmações insensatas como essas contribuem para que ocorram não só conflitos agrários, mas também urbanos, sociais e morais.
MARCOS PROCHET (produtor rural) - Londrina





