CARTAS
Adoção de árvores
Quando os ingleses fundaram Londrina, o plano diretor de urbanização da cidade previa uma rua da cidade florando em cada mês, como é hoje nos condomínios de alto padrão. Aí, vieram alguns prefeitos e plantaram árvores que estouraram nossas calçadas, sistemas de água, luz e esgoto, além dos galhos que caem em nossas cabeças, etc. O último prefeito ficou oito anos e não conseguiu formar as quaresmeiras da Higienópolis, que é nosso cartão postal. Passei na Higienópolis e fotografei mudas quebradas e morrendo. Porque o prefeito interino não convida os comerciantes e moradores da Higienópolis para adotar uma árvore? Aí, ''formaríamos'' a Higienópolis em dois anos, com seriedade e respeito com o dinheiro público.
JOÃO DE FREITAS (executivo de vendas) - Londrina
Cadê as árvores do cemitério?
Passo todos os dias em frente ao Cemitério Jardim da Saudade, na Zona Norte, e pude constatar que a grande maioria das dezenas de mudas plantadas na calçada não vingaram. Depois de meses acumulando mato no espaço das mudas, agora limparam. E o que sobrou? Nada. Não havia mais mudas na maioria das covas. Será que não tinha nenhum funcionário para zelar por elas, limpando e fornecendo água? Além desse descaso com as mudas na calçada da frente, há outro descarado descuido com as calçadas laterais. Onde deveria haver calçada só há mato e sujeira. A sujeira não é culpa da administração do cemitério e sim de uma oficina de funilaria que amontoa sucatas e uma loja de pisos na esquina do cemitério que não tem o mínimo cuidado com os resíduos gerados por seu estabelecimento, inclusive sua calçada está com um grande monte de entulho. Resultado: os pedestres só podem andar na rua.
DOMINGOS SÁVIO PEREIRA (administrador de empresas) - Londrina
Usina Mauá
Há algum tempo podemos perceber que o Brasil vem sendo governado por expediente jurídico, visto que mandados de segurança, liminares, etc., vêm tendo mais força que decisões técnicas e fundamentos científicos. O exemplo mais recente disto é a construção da Usina Mauá. Uma briga de liminares e decisões judiciais que não levam em conta a necessidade de estudos promovidos por entidades científicas e seus resultados especializados. Recentemente o magistrado emitiu um parecer de suspensão e, logo em seguida, outro emitiu uma decisão contrária. A população fica à mercê de opiniões individuais em uma frágil democracia. Não seria a hora de utilizarmos opiniões de colegiados tirando com isso o poder de caneta que vem transformando-se em abuso de poder, em alguns casos, ou simples defesa do interesse econômico ou pessoal?
MAURICIO CHIZINI BARRETO (servidor público) - Tibagi
Ele voltou!
Foi sem dúvida alguma uma das piores notícias dos últimos tempos a volta ao cenário político do sr. Fernando Collor. Sua eleição para o Senado já foi uma coisa terrível, mas como era mais problema de Alagoas do que nosso o toleramos. Mas agora passou dos limites ter que engolir este cidadão como presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado. O fato de esta comissão ter poderes enormes junto ao maior programa econômico do Governo Lula, o ''PAC'', é de causar preocupações. Mais preocupação ainda é a forma pela qual ele voltou, pelas mãos de seu amigo Renan, que é ligado a Sarney. As ligações deste com o Planalto todos conhecem. Para quem achava que já tinha visto de tudo em política, esta de ver Collor aliado do governo petista é demais.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina





