CARTAS
Demissões
A previsão da Organização Internacional do Trabalho é de que, na pior das hipóteses, poderão perder-se até 51 milhões de empregos este ano em todo o mundo. No entanto, o que não fica claro é o motivo de empresas que praticamente não se afetaram pela crise econômica estarem demitindo funcionários no Brasil sob a justificativa da crise de ultramar. As demissões pequenas e coletivas têm-se legitimado mesmo nos casos em que já se pensava em demitir antes de qualquer indício de crise, pois sabemos que as leis trabalhistas brasileiras favorecem o trabalhador e vampirizam o empresário, prejudicando as contratações. De um lado, a crise; de outro, questões mal resolvidas no setor nacional de emprego. São duas desventuras de uma só vez.
BRUNO PERON LOUREIRO, (analista de relações internacionais) - Cidade do México
Fidelidade partidária
Sabemos, infelizmente, que a grande maioria dos políticos vive de ''negociatas'', que em muitos casos extrapolam para os partidos. Porém, dos males, o menor. É menos ruim que a negociata seja feita pelo partido do que pelo político isoladamente. Ultimamente, em Londrina, os partidos têm cobrado com rigor a fidelidade partidária, punindo de forma exemplar os políticos que não a seguem. Prova disso foi a última eleição para a presidência da Câmara Municipal, na qual alguns vereadores estavam propensos a ignorar a fidelidade partidária, votando de acordo com os seus interesses pessoais. Mas no final apenas um vereador contrariou o posicionamento do seu partido.
ADONIRO PRIETO MATHIAS, (contabilista) - Londrina
Cartões corporativos
Lembro-me de que em fevereiro de 2008 uma conceituada revista divulgou uma reportagem sobre os cartões corporativos, aquele douradinho, com o brazão da República, que nossos parlamentares fazem usufruto. Tenho ainda gravado na memória o que a ministra Dilma Rousseff declarou: ''Os gastos da previdência devem continuar sigilosos''. Daí pergunto: sigilosos por quê? E os cartões, continuam superfaturados? E o dinheiro público gasto a esmo, pode? Existe um site do governo por meio do qual o cidadão possa acompanhar estes gastos? Afinal é o nosso dinheiro que está sendo ''torrado e moído''. Aposto que este ano os limites foram ''reajustados'' no mesmo índice do salário mínimo. Melhor dizendo, mil vezes maior do que este, sem dúvida.
MARIA REGINA REYES, (assistente financeiro) - Londrina
Acabar com o desmatamento
O governo tem dito que necessitamos ter uma meta para acabar com o desmatamento e frear o aquecimento global. Creio que já passamos da hora. Não devemos criar apenas metas, mas mecanismos para cobrar os envolvidos no processo, e uma ação efetiva no sentido de criar consciência ecológica em nossa nação. Precisamos trabalhar as questões de ecologia na escola, desde as primeiras letras. O Brasil está cheio de leis que nunca saíram do papel. Precisamos começar a partir de ações práticas e que de fato realizem alguma mudança de atitude. Nossas riquezas naturais estão indo embora, e se não tomarmos uma atitude séria e que busque resultados sérios corremos o risco de em breve não termos mais nem o mínino para viver bem. A terra precisa de nós. Vamos ignorar isso e matá-la?
CESAR EDUARDO PINHEIRO, (professor de História) - Londrina
As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





