Limpeza pública em Cambé

Nós, brasileiros, somos o povo que paga as mais altas taxas e os mais altos impostos do mundo. Porém, temos de implorar para receber os serviços pelos quais pagamos. Moro em um bairro da área central de Cambé e temos convivido com um mal que se tornou crônico: a limpeza pública. Não há varrição das ruas e galhos de árvores, objetos e montanhas de folhas acumulam-se nas calçadas por semanas, não raro, por meses. As folhas murcham, secam ou apodrecem devido às chuvas, e de nada adianta ligar para o setor responsável por tal serviço. É sempre a mesma coisa, e isso já dura anos. Cheguei a sugerir que a Prefeitura nos devolvesse parte do que pagamos pela limpeza pública para que contratássemos, periodicamente, caminhões para fazer o serviço. Até quando vamos ter de conviver com tal situação?

CLAUDETE DEBÉRTOLIS RIBEIRO (professora) - Cambé



Juizado Especial

O cidadão que vai até o Juizado Especial de Curitiba precisa saber que no local nem tudo é gratuito. É preciso levar moedas para tirar xerox. Apesar de haver máquinas de xerox no prédio desta instituição pública, que é paga por nós, paranaenses contribuintes, os serventuários recomendam que o cidadão vá pagar pelo serviço. E não há caneta para preencher os formulários, pois os serventuários não emprestam, e ainda recomendam ao cidadão que compre uma na ''lojinha'', uma lanchonete. É lamentável este Juizado Especial, no qual a demora dos trâmites se iguala à Justiça comum.

CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba




Bebidas alcoólicas

Finalmente publicaram a verdade sobre o consumo de bebidas alcoólicas (''Estudo mostra que vinho também é vilão da saúde'', Geral/Política, pág. 6, 18/02). Os três grandes laboratórios de pesquisa da Europa tiveram a dignidade de afirmar o que todo mundo já sabia: qualquer quantidade de bebida alcoólica é altamente prejudicial à saúde. Apelos como ''beba com moderação'' ou ''só bebo socialmente'' são pura enganação. E não há como esconder que a bebida alcoólica é a porta para vícios mais pesados, e também o mal que produz nas famílias e na sociedade. É só dar uma olhada nos trotes violentos praticados. Bebidas alcoólicas embalaram essas violências. Parabéns à FOLHA pela coragem de publicar a matéria.

EDGAR BAER (advogado) - Londrina



Praça em Santo Antônio

Há alguns anos, vi a Praça Frei Benedito ser loteada e entregue ao Poder Judiciário. Primeiro, ergueu-se o Fórum Eleitoral, e a minha indignação foi tremenda. Algum tempo depois, um novo prédio surgia: o Fórum do Trabalho. Não haveria outros terrenos em nossa cidade para abrigá-los? Santo Antônio da Platina, a única cidade que destrói praças para construir prédios públicos. Motivos alegados: a praça estava abandonada e era antro de marginais e drogados. Agora construíram um muro que separa o Fórum Eleitoral do restante da praça. Motivo: aumentar a segurança do referido estabelecimento. Mais uma solução simplista. Daqui a pouco o restante da praça será entregue ao poder público e adeus área verde. Temos ali árvores muito antigas. Aqueles que têm amor à cidade mostrem o seu descontentamento, fiquem atentos.

ANGELA BEATRIZ VILLWOCK BACHTOLD (médica ginecologista) - Santo Antônio da Platina


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