Má gestão do Judiciário
O grande problema do Judiciário está no fato de que os super-rentáveis cartórios do foro judicial e extrajudicial (distribuidor, varas cíveis, registro de imóveis, protestos, entre outros) são ''delegados'', por concurso ou não, a ''particulares'' que faturam mensalmente em torno de R$ 50, R$ 100, R$ 200, R$ 300 mil ou até mais, quando deveriam de ser do Estado. Com esta renda, daria para aparelhar o sistema tanto com expansão quanto com material humano. O problema é que essas ''minas de dinheiro'' pertencem a figurões, deputados, parentes, entre outros.

ALFREDO LEÔNCIO DIAS NETO (advogado) - Barbosa Ferraz



Asfalto e linhas de ônibus
Eu que moro na região, tenho acompanhado o sofrimento dos alunos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Já que não fizeram o asfalto tão festejado na época de campanha, a administração municipal, por meio da CMTU, deveria ampliar o horário da linha de ônibus 113, que atende os alunos e moradores da região, deixando um micro-ônibus de hora em hora, e não do jeito como funciona atualmente: pela manhã, ao meio-dia e à tarde. Os alunos precisam fazer seus trabalhos na instituição no decorrer do dia, e para isso, eles têm de caminhar mais ou menos um quilômetro, na lama ou no pó, para embarcar na linha 112, que já vem cheia.

HIDEVALDO APARECIDO RAMOS (aposentado) - Londrina



Separação do lixo
Encontramos dificuldades em fazer a tal separação para a coleta seletiva. Colocamos o lixo reciclável separado, e observo que o caminhão que passa recolhendo os detritos joga todos os sacos juntos. Antes o trabalho era feito pelas ONGs, que recolhiam os recicláveis. Agora não os vejo mais. O município deveria criar leis de separação do lixo, diferenciando os sacos por cores. Por exemplo: saco preto para lixo orgânico; saco azul para os plásticos; saco marrom para os metais, entre outros. Assim, seria mais fácil identificá-los, e o caminhão passaria somente para coletar o lixo orgânico, enquanto a ONGs coletariam os recicláveis. Com a colaboração de todos, o trabalho seria facilitado. A natureza agradece.

JOÃO BATISTA CASTARI (supervisor de manutenção industrial) - Londrina



Reposição salarial
Não é fácil falar de reposição com um índice tão pequeno, depois de tanto tempo, e uma defasagem que chega próxima dos 40%. Sei que vão dizer que é ano eleitoral, que é o que a lei permite, só que a cada vez que vou ao mercado, a cada conta que não consigo pagar, lembro-me que também é lei, está na Constituição o direito à reposição de nosso salário. Essa última administração, para os funcionários, não poderia ter sido pior. É claro, com exceção de algumas categorias dentro do funcionalismo, que receberam bem mais do que a inflação. Estou saturado, cansado de pseudo-prefeitos, que deixaram nossa cidade em uma situação deplorável.

LUCIANO AGUIAR NOGUEIRA (assistente administrativo) - Londrina



Religião não tem crise?
Neste verão tenho acordado antes das 6h, e ao ligar a TV, vejo que de cada dez canais, oito são de emissoras religiosas. Fico impressionado, pois sei que apenas um minuto na televisão custa uma fortuna. E há pastores que aparecem em dois canais distintos ao mesmo tempo. Quem está pagando por isso? Se for a própria Igreja, é porque certamente está tendo retorno. Então, pergunto: a religião não tem crise, ou a propaganda é a alma do negócio?

OSVALDO DOS SANTOS JR. (arquiteto) - Londrina

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