CARTAS
Dívida?
Sobre a reportagem ''Dívida pode tirar R$ 20 mi do orçamento de Londrina'' (Política, págs. 4 e 5, 08/02), deve haver algum engano. A Prefeitura foi entregue com dinheiro em caixa e sem nenhuma dívida. Palavras do ex-prefeito. E ainda deve estar sobrando dinheiro, porque o prefeito interino nomeia assessor parente de Alex Canziane para a CMTU para ganhar quaisquer R$ 5 mil e não sabe nem o que ele vai fazer. Parabéns.
NEREIDE BONINI (funcionária pública) - Londrina
Vandalismo
Vandalismo é um modo que certos jovens encontram para se manifestar. Ao contrário das práticas do grafite (elaboração artística intrínseca à cultura hip hop), as pichações são práticas de violência contra a sociedade. Somado a isso, tem-se observado lâmpadas de postes quebrados, placas torcidas ou retiradas, telefones públicos queimados e destruídos, além de mudas de árvores destruídas e arrancadas. Que tipo de manifestação querem expressar? A sociedade acaba por sofrer de forma crônica, sendo que sua doença não é uma epidemia viral ou bacteriana, mas a violência e as manifestações aculturais atribuídas por marginais. A população paga e sofre com as consequências da ausência de valores que certos pais deveriam ensinar a seus filhos.
ARNOLD PETER PAUL ACHERMANN (estudante de Medicina) - Londrina
Michael Phelps
A federação norte-americana de natação decidiu na noite do dia 05/02 suspender Michael Phelps por três meses, por conta da foto em que o nadador foi flagrado fumando maconha. Durante o período, a entidade não repassará verbas de patrocínio ao atleta. No mesmo dia, uma companhia do ramo de cereais anunciou que não renovará contrato de patrocínio com Phelps. Aos 23 anos, o astro se desculpou, mas isso não foi suficiente para evitar que a empresa suspendesse o vínculo. Como muitos, também fiquei incrédula ao ler a notícia. Depois que a mente acalmou, veio o fato: a corretíssima atitude tomada pela federação norte-americana de natação. Ele errou. Trouxe desapontamento para os fãs. E deve ser punido. Estarei torcendo para ver novos recordes, e que ele consiga superar-se e mostrar ao mundo: venci! Não só as provas, mas sim as drogas. Um exemplo a ser seguido também por aqui.
KAREN AOKI ROMERO (professora de natação) - Londrina
Busca do pleno emprego
Artigos publicados sobre a crise mundial trouxeram à tona uma reflexão para qualquer sociedade moderna: qual a verdadeira função do Estado? Essa reflexão costuma ser distorcida entre os que defendem o Estado mínimo e aqueles favoráveis a um Estado poderoso. Alguns economistas dizem que essa discussão não nos leva a avanço nenhum, mas ao ofuscamento do verdadeiro papel do Estado na economia. Argumentos contraditórios servem para enfraquecê-lo e tirar de sua função a de controlador das regras criadas pela sociedade, ou para fortalecê-lo a ponto de extrapolar seus domínios. Num momento de incertezas, há motivos para se preocupar. O Estado e economistas deveriam pensar sobre um tema que foi abordado por Keynes no século 20: a busca do pleno emprego como meta e a importância que as expectativas têm para determinar o desempenho da economia. A percepção do que pode ocorrer no futuro é vital no capitalismo.
SERGIO NUNES DE OLIVEIRA (bacharel em Ciências Econômicas) - Cornélio Procópio





