CARTAS
Transporte coletivo
Lamentável a situação dos londrinenses que dependem do transporte coletivo em dias de chuva. Basta passarmos pelos pontos dos coletivos para verificar a situação: as coberturas (quando têm) não protegem da chuva fraca, imaginem então quando há chuva com vento. Deveria haver uma melhor fiscalização e empenho por parte dos órgãos responsáveis pelo controle do transporte coletivo. As empresas que exploram esse serviço deveriam construir pontos mais ''confortáveis'' para a população. Fica difícil pedir para o cidadão utilizar o transporte coletivo quando não há empenho das empresas em oferecer um serviço de qualidade.
EDVALDO MACIEL DE FRANÇA (operador de empréstimo) - Londrina
Descaso com o Café
Sou londrinense e LEC de coração, estive presente no Estádio do Café no último título de expressão conquistado pelo tubarão, o Paranaense de 1992. Como atualmente não moro na cidade fiz questão de adquirir o pacote da TV a cabo para acompanhar os jogos do LEC. Tive uma grande decepção ao assistir o jogo de quarta, não pelo desempenho pífio da equipe, mas sim pelo estado deplorável do Estádio do Café, a maior praça de esportes do interior do Sul do Brasil, uma verdadeira vergonha! Mal cuidado e com aspecto sujo. Isso está sendo mostrado para todo o Brasil, o que ao invés de reforçar a imagem da cidade de Londrina e seus políticos, apenas mostra o descaso por parte da administração pública e do Londrina com esse local que já nos deu tantas glórias.
PAULO BARRIONUEVO JÚNIOR (estudante) - Rondonópolis (MT)
Carta Magna
A Constituição de 1988 foi elaborada com o objetivo de devolver o poder ao povo, reconstitucionalizando o País, até então submetido às normas de exceção implantada pelo regime militar de 64, quando o poder era centralizado no Executivo, sempre amparado pela Lei de Segurança Nacional. O Congresso vivia de aparência, sem qualquer poder de influência. A reconstituição até hoje está só no papel. Os mandachuvas continuam com os direitos, e o povo com as obrigações. De que adianta uma Constituição considerada como uma das mais bem elaboradas do mundo, se seus principais guardiões, são os primeiros a pisoteá-la?
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (estudante de Direito) - Londrina
Atirando nos próprios pés
O poder público vem atirando nos próprios pés há muitos anos. A incapacidade de gerenciar seus negócios está no limite. Começa pela prefeitura nos mínimos casos como bocas-de-lobos entupidas, terrenos sem capina, calçadas quebradas, árvores caindo em cima dos carros. Está tudo errado. Nas esferas estadual e federal ocorre o mesmo. Muito se fala no meio ambiente, no desmatamento. Pura conversa! Quem está fiscalizando as usinas, por exemplo? Cortam-se árvores, aterram os pequenos rios que até então serviam como fonte de abastecimento das propriedades circunvizinhas. As usinas detonam tudo em nome do lucro e o meio ambiente que se dane. Onde está o gestor de tudo isso?
SEBASTIÃO CALMEZINI (empresário) - Londrina
Voto facultativo
A obrigatoriedade do voto é um fator que impede o progresso da sociedade, uma vez que pessoas despreparadas contribuem decisivamente para a eleição de um político. A aprovação do voto facultativo, certamente, não é a solução, já que a compra de votos continuaria e as pessoas se sentiriam obrigadas a retribuir os agrados. No entanto, não é uma possibilidade que deve ser descartada.
DIOGO JORGE ROSSI (estudante) - Londrina





