CARTAS
Falta de educação
Durante algumas noites que passei no Hospital Evangélico, acompanhando meu pai que estava internado, tive o desprazer de constatar a falta de educação que, parece, está imperando no trânsito de Londrina. Mais especificamente, carros buzinando de madrugada, alguns passando com o som nas alturas, outros acelerando ruidosamente. Tudo isso em frente ao hospital, o que revela uma profunda falta de respeito para com os doentes. Durante o dia, a falta de educação fica patente quando se verifica que o lugar de embarque e desembarque está ocupado e que a faixa de segurança em frente ao hospital parece carecer de significado para a imensa maioria dos motoristas. Será que não está na hora de se fazer uma campanha de conscientização e de educação dos motoristas? Será que esses abusos não são do conhecimento das autoridades? Ou será simplemente omissão das autoridades?
JOSÉ ANTONIO MARQUES CARRER (professor universitário) - Curitiba
Merenda escolar
Tenho saudades, quando em meados de 1992 e 1993, a merenda escolar era municipalizada. Nessa época, alunos e professores tinham alimentação em abundância e de qualidade. Os hortifrutigranjeiros, os açougueiros e os donos dos mercados forneciam a alimentação às unidades escolares, sob a supervisão do diretor e do conselho escolar, tudo dentro das normas dos nutricionistas. Infelizmente, vieram as terceirizações e muitos se apropriaram indevidamente do dinheiro público por meio das licitações fraudulentas. Empresas estão sendo investigadas em São Paulo e Goiânia por fraude na merenda escolar. Está aí o resultado da merenda em Londrina, já que não tivemos pessoas honestas na administração. Mais uma vez, a bola deve ser passada para os ministérios públicos. Que eles apurem os fatos e punam os culpados.
CELIO CAMILO (professor) - Londrina
Bolsa família
Em matéria publicada na FOLHA DE LONDRINA (Cidades, pág. 2, 05/02), concordo plenamente com o aumento de renda para beneficiar mais pessoas com o Bolsa Família. Mas devemos fiscalizar esses recursos, saber como serão aplicados. O que não pode ocorrer é o constante desvio de recursos para prover mordomias em prol de políticos que vivem justificando seus gastos extras, e desfrutando de valores exorbitantes como o ''auxílio paletó'', por exemplo. Enquanto os políticos persistirem nesta postura e ninguém fiscalizar, quem acaba pagando é o povo.
ÁLVARO ALVES PEREIRA (servidor público) - Londrina
Vandalismo, preço da impunidade
Ao ler na FOLHA ''Bens públicos na mira de vândalos e ladrões'' (Caderno Cidades, pág. 1, 04/02) percebe-se que há uma espécie de engessamento entre os poderes que faz com que vândalos aumentem ano a ano. Se observamos este tipo de crime concluiremos que existe uma relação, mesmo que indiretamente, com todo sistema de administração, principalmente a atual que é totalmente paternalista, aonde tudo pode em nome da falta de emprego, moradia, remédio. Porque o que realmente falta é caráter, formação, humanidade, vergonha na cara e começar a punir à fonte de todas as faltas, que está na outra ponta do vandalismo de rua.
SEBASTIÃO CALMEZINI (empresário) - Londrina
Colégio Mãe de Deus
Estudei no Colégio Mãe de Deus do pré ao 3º colegial. Achei muito interessante a atitude do colégio de passar a aceitar meninos até a 4 série, como diz a matéria ''Colégio quebra tradição de 73 anos'' (Cidades, pág.1, 06/02). Mas o que realmente me arrepiou foi ler que após sete décadas será facultativo o uso das saias plissadas. Eu e minhas irmãs passamos frio indo de saia com uma ou duas meias de lã, mas tudo por um bom estudo e excelente educação religiosa. Reclamávamos do frio, mas a satisfação de ir ao colégio era maior. Parabéns às irmãs por mais esta mudança.
FERNANDA LÚCIA VIEIRA DOS SANTOS (administradora) - Londrina





