Moralização na Câmara
Gostaria de parabenizar o vereador Rony Alves que foi o único a lutar pelo impedimento da posse, com vício de origem, do suplente Sidney de Souza. Os demais vereadores, que se elegeram sob as bandeiras da ética e da moral prometendo moralizar a Câmara, omitiram-se vergonhosamente, pois sabiam que a Lei Orgânica do Município foi alterada de afogadilho para beneficiar alguns suplentes que já previam a situação de interinidade hoje instalada na administração municipal. A legislatura anterior foi tristemente marcada por vereadores corruptos, mas também por omissos que foram igualmente culpados pelos escândalos que envergonharam os londrinenses. Se quiserem melhorar a imagem do Legislativo é bom desde já começarem a denunciar as manobras ardilosas dos seus pares.

LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina


Moralidade vence a imoralidade
A moralidade composta pelos promotores públicos, juízes, cidadãos e a imprensa venceram a imoralidade composta pelo presidente da Câmara Municipal, procurador jurídico da Câmara e todos os 12 vereadores que aprovaram na última sessão do Legislativo de 2008 alteração da Lei Orgânica que não permitia aos vereadores suplentes assumirem cadeira sem o cumprimento da carência de 120 dias. Londrina está dando exemplo de cidadania não permitindo que a ousadia dos nossos políticos corruptos seja maior que a covardia da sociedade.

ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina


Preço do casamento
A odontologista Maísa Fernanda de Almeida comenta na seção Cartas de 26/01 a variação de preços cobrados pelas igrejas para celebração do casamento. Pela sua colocação pareceu-me que não deve ser frequentadora da igreja, pois se fosse saberia que para os participantes da comunidade, desde que não tenham condições financeiras, o padre os exime de qualquer pagamento. Diz ainda a doutora que para um casamento ser realizado às 20h30, que na maioria das vezes é para coincidir com o melhor horário para a recepção social, o preço é aumentado para R$ 900. Convenhamos: se um paciente pedisse, por diletantismo, que fosse abrir o consultório somente para atendê-lo, a seu bel-prazer, não mereceria pagar um pouco a mais?

EDSON MEDARDO SCARCHETTI (estudante de Teologia) - Londrina


Vereadores
Está enganado o eleitor londrinense quando pensa que com a renovação de dois terços da Câmara as coisas mudariam. Mudou apenas os nomes dos eleitos, mas a ganância e o olhar para o próprio umbigo permanecem. Qual a função do ''procurador jurídico'' da Câmara? Apenas um cabide de emprego ou alguém para dar legitimidade às aberrações por ela produzida? Nos enganamos mais uma vez. Há algum tempo, tudo era proibido, exceto o permitido. Hoje tudo é permitido (visto a vergonhosa permissividade de legislar em causa própria) até o proibido (ainda que moralmente falando). Faço minhas as palavras de Arnaldo Jabor: ''A ditadura nos dava a sensação de uma cruel solidez. A democracia nos angustia com sua complexidade insuportável''.

TADEU ARILSON STULZER (advogado) - Londrina


Caso Cesare Battisti
O ministro da ''Justiça'', Tarso Genro, concedeu refúgio político a Cesare Battisti, italiano condenado a prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas. O presidente do STF, Gilmar Mendes, analisa o pedido da defesa de Battisti que pede a soltura do italiano. Tal pedido deve ser acatado haja vista que a Justiça brasileira tem por hábito histórico proteger assassinos, bandidos e ditadores.

ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina

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