Posse de suplente

Deus é sempre citado no meio político. Onde estará o sentido de ''Deus é Pai'' proferido na matéria ''Sidney de Souza reassume cadeira na Câmara'' (Política, pág. 4, 21/01)? Mas onde estará Ele no coração do político? São questões conflitantes. Se Deus administrasse uma cidade, com certeza ele usaria os mais de R$ 20 mil mensais que custam um vereador e seus asseclas para as áreas da saúde e ação social. Proposta deste simplório leitor: se é a maioria que decide, perguntem à população se ela acha tão necessário mais um vereador. A resposta vai envergonhar muita gente. E pelas cartas ao jornal dá para se ter uma amostra do que a sociedade pensa. Com a palavra os leitores da FOLHA.

RODRIGO TAVARES DE LIMA (estagiário de Administração) - Londrina


Farinha do mesmo saco

Após o suplente Sidney de Souza assumir uma cadeira na Câmara de Londrina, temos o direito de dizer que político muda de opinião como muda de roupa. Esta afirmativa está vinculada às afirmações do atual presidente da Câmara, Jairo Tamura, que desde a sua posse vem afirmando que não aceitava a forma com que os vereadores da última gestão aprovaram na última sessão do ano a mudança na Lei Orgânica que pôs fim à carência de 120 dias para o suplente assumir. Em entrevista na última sexta-feira ratificou a posição dizendo: ''A moralidade tem que estar acima de algo que seja vantajoso para mim''. O que será que fez o edil mudar de opinião tão rapidamente?

ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina


'Zeca Pimenteira'

No Informe FOLHA de ontem, o desembargador Araucyr Azevedo Cordeiro comentou que ''no abstrato Londrina é como Pimenteiras no Piauí'' e disse: ''Nós amamos Londrina mas na prática é como São João do Sabugo''. Isto é verdade, parabéns ao dr. Araucyr. Temos que ficar atentos para não deixar Londrina virar um ''Zeca Pimenteira'' que ao bater o ''zóião'' em qualquer coisa logo seca tudo.

SEBASTIÃO CALMEZNI (empresário) - Londrina


Sertanópolis com medo

Com relação à matéria ''Sertanópolis protesta contra falta de segurança'' (Geral, pág. 6, 21/01), é lamentável ver a cidade na qual passei grande parte da minha vida ser protagonista de uma notícia dessas. Prefereria ler as antigas notícias em que a cidade era considerada a Capital da Amizade, aonde as crianças podiam brincar sem medo na praça da Igreja Matriz.

MAURICIO DONAVAN RODRIGUES PANIZA (estudante de Administração) - Londrina


Redução salarial

Na matéria ''Setor metal mecânico propõe redução salarial'' (Folha Economia, pág. 1, 21/01), constatei que os empresários de todo o país tentam se justificar diante da crise econômica. As empresas propõem redução salarial como forma de regular o setor em contraproposta à não-demissão. Quanto essas empresas lucraram com esses trabalhadores? Será que algum desses empresários teve a capacidade de dividir os lucros acumulados?

ÁLVARO ALVES PEREIRA (servidor público) - Londrina


Nomeação de Eduardo

Sobre a matéria ''Advogado quer anular nomeação de Eduardo'' (Política, pág. 5, 21/01), é inacreditável o que nossa sociedade aceita dos políticos. O governador Roberto Requião não se constrange em transgredir todas as normas legais e morais para entronar parentes e apaniguados no serviço público. É simplesmente um passaporte para uma gorda e fácil remuneração e, depois, uma privilegiada aposentadoria. Lamentável termos uma sociedade tão amorfa e ausente.

RUY PIGATTO (engenheiro agrônomo) - Curitiba

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