CARTAS
Marolinha?
''Senta que o leão é manso'', a frase com que Lula tentou dizer aos empresários e ao endividado povo brasileiro que a crise financeira, que já sacode o País de Norte a Sul, não passa de uma marolinha. Claro que ninguém acredita. O desemprego virá, gastem ou não os contribuintes, como resultado de uma conjuntura econômica mundial desfavorável, mas também pela incapacidade do governo em criar mecanismos que de fato diminuam seus impactos. O momento é de desoneração tributária das empresas e não de criação de novos encargos sociais sobre a folha de pagamentos, como deseja o bolchevique Arlindo Chinaglia, garantindo mais 12 meses de trabalho ao funcionário cuja esposa, amásia ou concubina, esteja grávida.
SERGIO VILLAÇA (engenheiro civil) - Recife
Vereador para quê?
Se há vereadores que utilizam do poder para desvios, a culpa é do povo. Boa parte do eleitorado, infelizmente, troca seu voto por alguma coisa. A partir dessa ''venda'', cessa o compromisso do eleito para com o povo. Resultado: a passividade e os resmungos da população. Arapongas, nesse aspecto. aos poucos vem aprimorando através de voto seu contigente de vereadores. Aos poucos, verificamos uma Câmara às antigas onde os prefeitos sabiam possuir um Legislativo livre de preconceitos partidários e bajulação. Espero que a nova Câmara eleita continue como um ''cadinho'' depurando ainda mais os atos do amém.
SUAMI DE SOUSA (professora) - Arapongas
Partidos políticos
Cada partido político deveria ter sua ideologia e projetos. Contudo, percebemos que quando chegam as eleições, mesmo entre partidos de ideologias opostas, verificam-se diversas coligações. Isso demonstra a falta de comprometimento com suas ideologias e objetivos. Afinal, coligações entre partidos de ideologias tão diferentes demonstram apenas o interesse em ganhar mais vagas e em ocupar mais cargos. Falta maturidade aos políticos e partidos. Não existe respeito e fidelidade a uma ideologia. Os partidos servem apenas para legitimar a busca pelo poder, como um instrumento para alcançar interesses que nem sempre estão em harmonia com os interesses do povo e com as supostas ideologias dos partidos.
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) - Londrina
Fim de rua perigoso
Dias atrás um automóvel caiu no Lago Igapó. O mesmo fato ocorreu há três meses. Foi no final da Rua Lima que termina no lago. Ali não há nenhuma proteção, e motoristas desatentos (e é fácil enganar-se) imaginam que a rua continua. Mas dá na água. Assisti aos dois acidentes, felizmente sem vítimas, porque os motoristas conseguiram sair pela janela, com os carros inteiramente afundados. Brecadas bruscas de quase acidentes aconteceram inúmeras vezes. Recomendo à nova administração municipal que construa imediatamente uma barreira forte, com armação em ferro e cimento, para aguentar impactos. Ou poderá morrer gente.
WALMOR MACARINI (jornalista) - Londrina
Equilíbrio econômico
Equilíbrio é a palavra certa para tantas coisas, inclusive na economia. Exageros de crescimento podem até beneficiar alguns oportunistas, mas não garantem sustentabilidade para a maioria da sociedade. As saturações dos mercados devem ser previstas e controladas a ponto de evitar crises como essa que estamos atravessando. A indústria automobilística não pode crescer indefinidamente, assim como os preços das ações, as vendas de aparelhos telefônicos, o consumo de alimento. Tudo tem o seu ponto de equilíbrio. O equilíbrio é a melhor fórmula de se conviver sociamente com estabilidade.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina
■ As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





