Nossa Faixa de Gaza

Longe de desprezar a situação da guerra entre palestinos e judeus na Faixa de Gaza, no Brasil as mortes nas rodovias federais permanecem com os números alarmantes, como sempre acontece em períodos de feriados prolongados. A certeza da impunidade somada à falta de fiscalização e a imprudência são fatores importantes, mas não só. Descaso com a infraestrutura, falta de planejamento e corrupção fazem de nossas estradas verdadeiras roletas russas. São mais mortos que nas guerras do Iraque, Afeganistão e da Faixa de Gaza somados. Até quando?

MARCO ANTONIO CITO (empresário) - Londrina


Seguro DPVAT

Quando achávamos que tudo de pior já tinha acontecido, o presidente Lula editou a medida provisória (MP 451) que proíbe os hospitais que atendem o SUS de fazerem uso do seguro DPVAT para atender acidentados do trânsito. O seguro DPVAT paga um pouco melhor que o SUS aos médicos e hospitais e ainda pode ser usado para compra de medicamentos, órteses, sessões de fisioterapia, etc. Ao cortar isso, o governo vai fazer com que estes pacientes sejam atendidos exclusivamente pelo SUS, aumentando em milhões os gastos públicos. Isso é um tiro no próprio pé! Plantonistas (principalmente quem atende mais acidentados como ortopedia e cirurgia geral) estão querendo parar com plantões em pronto-socorro porque não vale à pena. O que levou nosso querido presidente a editar tal medida, se o dinheiro do DPVAT fica nas mãos das seguradoras? O governo não vai economizar um centavo com isso!

MARCUS VINICIUS DANIELI (ortopedista) - Londrina


Transferência de alunos

Com relação à matéria ''Transferência de alunos gera revolta'' (Folha Cidades, pág. 3, 15/01), em Rolândia está acontecendo a mesma coisa. Mães estão desesperadas porque seus filhos foram transferidos para o turno da noite e ainda para escolas que ficam a quase quatro quilômetros de casa. Isso é um desrespeito!

ALEXANDRE HENRIQUE GUAITA (técnico de informática) - Rolândia


Bolsistas x aposentados

Gostaria de parabenizar o cientista político Augusto de Franco pela entrevista ''Municípios devem cuidar de seu desenvolvimento'' (Opinião, pág. 3, 13/01) sobre os pensionistas que nada fazem por suas vidas, pois sabem que no final do mês terão sua esmola assegurada. Só discordo do termo pensionistas. Aposentados e pensionistas são aqueles que, contribuindo com seu trabalho, esperam poder usufruir de um retorno quando de sua aposentadoria ou deixar uma possibilidade de subsistência para a família. A grande maioria são bolsistas de várias denominações que já representaram um gasto de R$ 28,8 bilhões em 2008, 16% acima de 2007. Enquanto isso, o projeto de revisão dos valores das aposentadorias, com a eliminação do funesto fator previdenciário, é varrido para baixo da mesa pelo governo.

NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (psicóloga) - Londrina


Indenização da ditadura

A coluna de Claudio Humberto (Política, pág. 4 , 11/01) fala sobre as indenizações milionárias que estão recebendo os perseguidos pela ditadura militar. Ato salutar esta reparação por danos causados pelo governo ao seu povo, por outro lado, gostaria também ver a indenização de soldados que lutaram em prol da pátria. Alguns perderam suas vidas defendendo os cidadãos de bem deste país. Estes soldados tiveram suas famílias despedaçadas e, desamparadas pelo Estado, geram também uma grande dívida social. Indenizações são unicamente aos perseguidos políticos?

YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

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