Vaidade política
Enquanto se discute ''direitos'' na política de Londrina, fica claro que o que tem prosperado é a vaidade de alguns em detrimento do prejuízo que estão causando ao nosso município, sob o comando de um mandato-tampão, sem plataforma e planejamento para os próximos quatro anos e sem solução a curto prazo. Como ficarão os investimentos que porventura viriam de fora diante de tamanha incerteza política? Apesar do mandato tampão com o Padre Roque, por quem temos respeito, não dá para continuar como um barco à deriva. A sociedade precisa reagir com rigor. Não vamos permitir que façam da nossa cidade um instrumento para viabilizar interesses de facções político-partidárias que nada têm a ver com os interesses da sociedade londrinense.
ALDEMAR BENVINDO MASCARENHAS (empresário) - Londrina

Confisco de bens
No início do governo Collor, a ministra Zélia Cardoso decretou o confisco de bens bancários de toda a sociedade, indiscriminadamente. O Brasil inteiro gritou não concordando com este ato tão ditatorial, tirando da noite para o dia a poupança da maioria dos brasileiros, como o maior roubo da época. Agora, todo o governo discute e condena o calote que o Equador está dando no Brasil. Nós também não concordamos com o confisco da Zélia nem com o calote do Equador. Todavia, gostaria de obter uma resposta para o roubo que nos infringiu o governo FHC, modificando o fator de pagamento do benefício da Previdência e o porquê do governo Lula ter concordado e se apropriado deste roubo para manchar o seu governo. Sempre há tempo para se redimir e o Lula terá esta grande oportunidade.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador) - Londrina

Idealismo x populismo
O aprimoramento do regime democrático ocorrerá quando o legislador brasileiro arroubar-se de austero, idealista e patriota e renunciar ao populismo. E ainda modificar a legislação eleitoral adotando o sistema do ''voto diferenciado'' ou ''qualificado'', de acordo com o grau de escolaridade do eleitor, abolindo o voto de analfabeto e do menor de 18 anos. Eleição é coisa muito séria e a ausência de uma Lei Eleitoral ''séria'' vem permitindo a eleição de candidatos despreparados. A defesa da tese é antipática, impopular e aparentemente preconceituosa. Acontece que as medidas ''simpáticas'' e ''populares'' vêm causando enormes transtornos ao povo e ao País. De nada adianta falar-se em corrupção, incompetência, ''mensalões'', ''dinheiro na cueca'', etc., se não eliminarmos a presença do atual universo eleitoral.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da Justiça) - Fênix

Reforma tributária
O governo criou o Simples mas enquadrou apenas algumas empresas, classificando-as por faturamento, tipos de serviços e um número ''X'' de funcionários. Todas as empresas prestadoras de serviço com no máximo dois funcionários deveriam ser enquadradas, entretanto, transferiu para os profissionais a responsabilidade do recolhimento de impostos e, esses pela necessidade, acabaram assumindo. O governo deveria ter vergonha e fazer um projeto tributário que atendesse a todos esses profissionais, independente do tipo de mão-de-obra ou serviço. Com certeza, os profissionais deixariam a informalidade e recolheriam os impostos regularmente.
ALEX JORDÃO DE OLIVEIRA (administrador de empresas) - Londrina

Indiferença
Para o consumidor brasileiro, pouco ou nada importa se a cada ano mais petróleo é descoberto por aqui e se a autossuficiência já foi alcançada. Também pode ficar alheio ou indiferente à acentuada queda que o preço do barril vem sofrendo nos últimos meses. Tudo isso porque na bomba de combustível o cidadão não vê retorno nenhum para si.
HABIB SAGUIAH NETO (bancário) - Marataízes (ES)

As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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