CARTAS
Novela do pedágio
Há mais de dez anos estamos assistindo essa novela dramática do pedágio paranaense. Parece que estamos longe do capítulo final. Manifesto meu apoio e solidariedade aos mototaxistas de Arapongas e à professora de Jacarezinho. Fica o meu repúdio e indignação diante dos nossos legisladores e governantes pela indiferença e passividade diante do ''roubo'' em nossas estradas. Cadê também a reação e a organização dos motoristas de carros e caminhões, dos agricultores? Se o fim do pedágio ou redução das tarifas não vem de cima, já passou do tempo do povo fazer valer seu direito de ir e vir livremente.
JAIR CLARO DE CARVALHO (padre) - Japira
'Banquete dos derrotados'
O vereador Marcelo Belinati foi muito feliz ao se referir sobre o loteamento feito na Prefeitura de Londrina como o ''banquete dos derrotados''. Ficou claro que mais do que rapidamente os partidos derrotados nas urnas se uniram para ter o gostinho de ocupar um lugar na Prefeitura, mesmo que seja por poucos dias e também sem a chancela do voto popular.
EVANDRO LIMA CAMARGO (auxiliar administrativo) - Londrina
Zona Azul
Já aconteceu que por algum imprevisto vencesse o horário do cartão da Zona Azul. Ao voltar ao carro, o atendente colocou novo cartão. Agradeci, paguei e fiu embora. Na última quinta-feira tive uma terrível experiência. Por ter atrassado alguns minutos, tive que ficar uma hora sob forte sol aguardando o supervisor, que ainda cobrou R$ 10 pelo atraso. Acho um abuso, pois a rua é pública. Já pago IPVA e agora tenho que sair correndo de compromissos importantes para ficar renovando o cartão.
ALDO BOARETTO NETTO (servidor público) - Tamarana
Demora de ônibus
Durante os finais de semana o ônibus do Conjunto Roseira (linha 202) passa também pelo Vale Azul, e vice-versa. Fizeram isso para que mais ônibus passassem por esses bairros, mas a realidade que vivemos é bem diferente. Para que os ônibus consigam fazer em uma hora as duas rotas, seria necessário que eles não parassem em nenhum ponto. Os ônibus, que deveriam aparecer a cada meia hora, chegam aos pontos quase juntos com diferença de dez ou 20 minutos. Assim, chegamos a ficar sem ônibus por até uma hora. Para manter o que estão fazendo seria necessário dois ônibus em cada linha, ao invés de um. Senhores, não importa o quanto pagamos pelo serviço, mas ele deve ser de qualidade.
GABRIEL HENRIQUE DIAS (estudante de Química) - Londrina
ABCR esclarece
O direito de opinião sempre foi e será respeitado pela ABCR, todavia, neste momento, cabe-nos lamentar a forma como vem sendo abordada a questão do pedágio na FOLHA DE LONDRINA. Referimo-nos às reportagens publicadas nos dias 7 e 8 e ao editorial de ontem em apoio às manifestações de motociclistas em uma das praças de pedágio da Viapar, na BR-369, em Arapongas. Concordamos plenamente com o direito de manifestação pacífica das opiniões das pessoas. Porém, impedir que a concessionária continue a exercer a prestação de serviços que lhe compete, ou outra atividade inerente às suas obrigações contratuais, bem como constranger os funcionários que ali trabalham e os próprios usuários, nos parece fora de propósito. A cobrança da tarifa para estes usuários existe desde o início da concessão, não podendo agora ser tratada como um fato novo ou inesperado. Apesar de não danificarem o pavimento das rodovias, as motocicletas têm sido responsáveis por cerca de 30% das ocorrências em incidentes e acidentes atendidos pelas concessionárias que atuam em todo o Paraná.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CONCESSIONÁRIAS DE RODOVIAS (regional PR/SC) - Curitiba





