No apagar das luzes
Lastimável! Nem poderia ser diferente. O atual prefeito de Londrina teria que encerrar a sua administração da mesma forma com que ela foi conduzida durante os oito anos de mandato. A decisão repentina de reajustar a tarifa dos ônibus urbanos pegou todos os usuários de surpresa. O que será que motivou essa desastrosa decisão do prefeito?
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Aumento de tarifa de ônibus
Mais um aumento para o bolso dos cidadãos londrinenses ao apagar das luzes do governo municipal. O representante municipal disse ainda que desde 2006 tem sofrido pressões para aumento e somente agora o concedeu. Acho uma tremenda irresponsabilidade política ceder um aumento destes no encerramento do mandato, ainda mais com a indefinição política na cidade e sem consultar a sociedade.
GERSON MACHADO (servidor público federal) - Londrina

Cadê a defensoria pública?
Há muitos anos temos instalado em Londrina o monopólio do transporte público. Pior é sabermos que nós financiamos isso. Além de a Prefeitura custear parte do transporte, os contribuintes financiaram a construção de todos os terminais usados pelas empresas. Não podemos esquecer que pagamos um dos maiores valores de transporte coletivo do Brasil. O atendimento prestado é péssimo. Andamos em ônibus muito acima de sua capacidade em determinados horários, entretanto, a CMTU alega nunca ter visto irregularidade. Os veículos não são de tamanho adequado aos horários de pico e faltam mais opções de horários. Melhorias poderiam ser feitas se o poder público tivesse consideração com a população e tomasse uma atitude.
ALEX JORDÃO DE OLIVEIRA (administrador de Empresas) - Londrina

Usinas x impactos ambientais
Depois de ver reportagem sobre a revolta dos índios do Mato Grosso contra sete usinas próximas as suas tribos, percebi que realmente este país não é sério, e muito menos os órgãos ambientais que dão licenças ambientais a empreendimentos que estão seriamente comprometidos a problemas de impactos ambientais. Nesse contexto, gostaria de homenagear a pesquisadora dra. Sirlei Terezinha Bennemann da UEL que soube como ninguém reunir pesquisas, dados e laudos técnicos e científicos que comprovam sem resto de dúvida o maior desastre que o Paraná já viu: a construção da Usina Mauá no Rio Tibagi. Torço para que a população a ouça e se mobilize contra essa imbecilidade e falta de ética que o PAC federal vem nos obrigando a engolir. Se tivêssemos mais pessoas como a dra. Sirlei, não estaríamos correndo o risco de tomar água podre e envenenada.
MÁRIO LUÍS ORSI (biólogo) - Londrina

Altruísmo
Parabéns ao produtor rural Marcos Prochet pela exposição clara e objetiva contida em sua carta publicada ontem na FOLHA. Ele ensina a quem quiser aprender o verdadeiro ''caminho das Índias''. Reforma agrária não se faz com cesta básica ou palanque eleitoral, e sim com bom senso, discernimento e amor ao próximo. Tomemos como exemplo a divisão de terras feita em nossa região na primeira metade do século passado. Pequenos agricultores, com pouco dinheiro e muita vontade de progredir, enfrentaram grandes desafios, porém com a grandeza de espírito dos imbatíveis, triunfaram. Com um assentamento sério, amparado na sua infra-estrutura pelo governo, teremos sim uma reforma da dignidade do nosso homem do campo.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (estudante de Teologia) - Londrina


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