CARTAS
No lugar errado
Quem nunca ouviu a expressão ''descobriu a pólvora''? Pois foi o que aconteceu com o presidente Lula. Ele está irritado com o valor de R$ 160 milhões pagos pelo Incra por uma área produtiva em Coqueiros do Sul (RS), que já tinha sido invadida pelo MST mais de dez vezes. Quando as cidades crescem, as periferias é que são urbanizadas, mas quando se fala em reforma agrária, destroem-se os prédios do centro para erguer favelas em seu lugar. Aí o preço é caro presidente! O local certo de fazermos uma ''forma'' e não uma reforma agrária é na última grande fronteira agrícola mundial: o cerrado brasileiro. Respeitando-se toda a legislação ambiental em vigor, ainda existem mais de 90 milhões de hectares esperando para serem colonizados nesse verdadeiro celeiro do mundo. Presidente Lula, ''descubra a pólvora'' novamente e dê tranquilidade e segurança aos verdadeiros produtores rurais que continuarão cobrindo os déficits do seu governo.
MARCOS PROCHET (produtor rural) - Londrina
Saudade dos generais
A democracia não deveria nos garantir o direito básico de ir e vir? Ela não nos deveria garantir escolas públicas de bom nível? Não deveria nos garantir atendimento médico hospitalar gratuito e com um mínimo de dignidade? Não nos deveria garantir a segurança pública dentro de um padrão mínimo aceitável? Temos? Somos dirigidos e representados por uma quadrilha organizadíssima, de corporativismo extremado que ao invés de legislar e governar pelo bem da comunidade que representa só defende e garante seus próprios obscuros interesses. Que saudades da ditadura!
LUIZ SILVIO BAPTISTA (comerciante) - Cornélio Procópio
De novo?
Quando o governo não tem muito o que fazer cria um factóide, ainda que velho e desgastado. É o que anuncia o Governo Requião: vai cruzar dados de servidores para identificar corruptos (Política, pág. 4, 25/12). O governador viaja pra lá e pra cá no jatinho do Estado, criou uma televisão para se divertir sozinho, com uma claque oficial, cuja audiência é traço, nomeou seus irmãos para altos cargos no governo, alguns sob investigação, outros que duram a vida toda, como o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas, do mano Maurício, o governo desistiu de lutar pela extinção do pedágio e o povo que se lasque. Agora quer cadastrar servidores, cruzar dados, obrigar aposentados e pensionistas a procurar os eficientes órgãos públicos com vasta documentação para ser apresentada pessoalmente em órgãos do governo e bancos federais? Que desperdício e falta de criatividade!
GINO AZZOLINI NETO (advogado) - Londrina
Os Três Poderes
Os Três Poderes da União (Executivo, Legislativo e o Judiciário) são independentes. Os representantes do Executivo e Legislativo são eleitos pelo povo. Já os ministros dos tribunais superiores (as instâncias finais) são nomeados direta ou indiretamente pelo Executivo. Nessas condições, o Judiciário acaba ficando de certa forma subordinado ao Executivo. O correto não seria os ministros serem eleitos ou nomeados pelos demais membros do Judiciário e sem a interferência do Executivo? Se fosse adotado tal sistema, talvez os processos que envolvem políticos seriam resolvidos com mais rapidez.
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) - Londrina
Falta de união
A seção de Cartas da FOLHA do dia 23/12 trouxe um ''compacto'' da situação do prefeito Nedson Micheleti. Eu se sou de fora de Londrina, acabo tendo a impressão que tudo que se fez foi se criticar, criticar e criticar. Uns aos outros. Esqueceram de se unirem à administração municipal por Londrina. E agora com a eleição (?) como ficarão todos?
LAERCIO BALDI (servidor público) - Rolândia
Noel
Na matéria ''O Natal de Noel e Jesus'' (Folha Cidades, pág. 1, 25/12), o psicólogo Noel Rodriguez de Almeida diz que a família não tinha o costume de falar de Papai Noel, por isso, nunca se preocupou. Mas, agora, sua filha terá certeza que o papai Noel existe.
MARCIO DICESAR BENASSI (escritor) - Londrina





