Acadêmicos de Medicina
Com respeito ao ocorrido com os formandos do curso de Medicina da UEL, gostaria de dizer que quem conhece essa instituição como eu sabe que esse foi um fato isolado e não vai manchar a universidade. Entretanto, cogitar a possibilidade de perderem seu direito à formatura é algo radical demais, visto que a essa altura devem estar arrependidos e todos merecem uma segunda chance. Eles podem ter errado, mas não são como aqueles que tiraram a vida de um colega anos atrás num trote de faculdade em São Paulo e hoje estão clinicando. Se somos tolerantes com candidatos ficha suja, mensalão, mensalinho, etc., por que punir tão severamente uma manifestação exagerada e infeliz que, possivelmente, já lhes serviu como lição?

ELCIO ROSSI (professor universitário) - Londrina


Formatura de Medicina
Lamentavelmente o clima de tristeza esteve presente na formatura do curso de Medicina da UEL. Quem é o culpado? Será a UEL? Será que a culpa foi de alguns poucos alunos? Será que a UEL teria de se manter inerte diante de um fato que demonstrou a falta de respeito com os funcionários e pacientes do HU? Se calar diante de tal afronta não é condizente com uma instituição ilibada e de respeito como a UEL. Será que não havia outro local para externarem a alegria e a emoção de concluírem o curso? Que isto sirva de exemplo aos futuros formandos.

JONAS VIEIRA DA COSTA (professor de Geografia) - Londrina



Protesto ridículo
Fiquei de boca aberta ao ler a matéria ''Protesto silencioso marca formatura de Medicina'' (Paraná/Geral, pág. 10, 14/12) sobre o protesto dos estudantes e familiares dos formandos em Medicina da UEL. Ao invés de apoiar a universidade pelo rigor que ela está aplicando aos baderneiros, eles estão a favor deles? Será que os formandos que receberam a colação aplicarão esta ética para atender seus futuros pacientes? Imaginem-se na fila do hospital, a demora do atendimento, o cansaço, a irritação e aí vem uma patota fazendo algazarra? Agora estão falando que os professores não cumpriam o horário adequado. Por que não denunciaram antes? Por que ao invés de fazer baderna dentro de um hospital, não fizeram um protesto em frente à reitoria?

ANTONIO RICARDO PACHECO (engenheiro mecânico) - Londrina


Juramento falso
Um dos mais brilhantes e conceituados mestres de Bioética, dr. José Eduardo de Siqueira, nos alerta em seu livro ''Bioética Clínica'' para a gravidade do problema que é a carência de aulas sobre ética, ministradas no curso de formação em Medicina. Diz ele: ''De um total de 8.640 horas oferecidas no período de graduação, apenas 50 horas, ou seja, 0,6% da carga horária integral do curso médico foram destinadas ao ensino de ética''. Por ser reduzidíssima a carga horária na matéria e pela má formação extracurricular, com certeza estes alunos protagonistas de tão triste episódio fizeram vermelha a face de Hipócrates.

EDSON MEDARDO SCARCHETTI (estudante de Teologia) - Londrina


Copel esclarece
Em resposta à carta do sr. Álvaro Alves Pereira (''Queda de energia'', 15/12), a Copel esclarece que dispõe de número suficiente de equipes para o atendimento a emergências não só em Londrina, mas em toda a sua área de concessão. Em 2009, a região leste será beneficiada com a implantação de um novo circuito de distribuição, com investimento de R$ 300 mil, que vai reduzir a extensão dos circuitos existentes e a probabilidade de desligamentos.

ASSESSORIA DE COMUNICAçãO DA COPEL - Londrina


Correção
- Diferentemente do que informou texto do Arquivo Folha (Opinião, pág. 2, 14/12), o Norte do Paraná era coberto pela Floresta Tropical Semidecídua.

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