CARTAS
Dividir responsabilidades
A cansativa expectativa do processo eleitoral em Londrina nos leva a reflexões. Neste momento crítico, responsabilidades devem ser apontadas e divididas: a imprensa cumprindo o seu papel imparcial de nos comunicar, os tribunais fazendo agilizar o processo com a maior lisura. Os dois deputados que deverão ir para nova eleição devem estar imbuídos de espírito público não fazendo confronto e muito menos uma revanche. Qualquer manobra ou acordo espúrio na tentativa de manipular as pessoas mais simples será condenado. Londrina não tolera mais confrontos sociais com linha divisória. Muito mais ainda é a responsabilidade do candidato impugnado, muito longe de ser vitimizado. Ele e seu partido são responsáveis diretos pela confusão instalada, em ir para a disputa eleitoral em condições de alto risco e recorrer aos tribunais com recursos quase impossíveis que não contribuem em nada, pelo contrário, retardam mais ainda a solução.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina
E o pedestre, onde fica?
Cada dia mais fico impressionado com a falta de educação do motorista londrinense. Vias que são somente para conversão à esquerda ou à direita, são usadas pelos espertalhões como meio de sair na frente de todos. Motos, inclusive dos fiscais da Prefeitura e dos policiais militares, entram no corredor ou passam pela direita dos carros. Mas o que me deixa abismado é o descaso com os pedestres: muitos motoristas estacionam seus carros sobre a calçada. E o pedestre, passa por onde? E os fiscais, onde estão?
CLAUDIO BLANCO (representante comercial) - Londrina
Crise e retração
Aprendemos com nossos antepassados, oriundos da Europa, sobretudo, Portugal e Itália, a cultura de sermos previdentes. Isto é, fazermos sempre uma poupança para prover o futuro. Contudo, o neoliberalismo econômico praticado pelos norte-americanos se baseia no consumo desbragado. Deu no que deu, o mercado desequilibrou-se e retraiu. Essa retração repentina é que está provocando a crise. Nesse momento, seria a hora de aplicarmos a teoria Keynesiana: estimular o consumo até reequilibrar o giro da economia. Porém, agora com muito mais cautela para não incorrermos no mesmo erro.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina
Call center
Até acreditamos que o governo estaria adotando uma postura para beneficiar os consumidores que cada dia mais são lesados pela péssima qualidade no atendimento prestado pelas operadoras de call center. Doce ilusão! Definiu-se uma data para início, entretanto, se o consumidor quiser mesmo ter direito garantido terá que ir à Justiça. O máximo que conseguiremos é que o governo ''sensibilizado'' diga que para solucionar o problema precisará criar mais uma agência reguladora e, como sempre, nada será resolvido. Não precisamos de sensibilização do governo e sim de ''administração''.
ALEX JORDÃO DE OLIVEIRA (administrador de empresas) - Londrina





