Tragédia anunciada
Blumenau já teve 66 enchentes problemáticas e, como na indústria da seca do Nordeste, seus governos sucessivamente incompetentes assistem o ceifar de vidas da tragédia anunciada há quase 150 anos. Arquitetos, geógrafos e biólogos não se cansam em alertar a ocupação irregular de encostas e a teimosia em não considerar a cota histórica das enchentes. Isso justifica um governo local inoperante, um governo estadual omisso e um governo federal oportunista que liberou R$ 2 milhões no afogadilho. Só espero que não venham reconstruir suas vidas exatamente como dantes, expondo-se inutilmente a futuras tragédias eternamente pré-anunciadas.
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ (arquiteto) - Londrina

Respeito ao agricultor
Confesso que fiquei indignado ao ler na coluna de Celso Ming (Folha Economia, pág. 3, 21/11) que ''setores inteiros penduram no Banco do Brasil, como o dos produtores rurais''. O colunista destaca que o setor rural está pendurado no Banco do Brasil. Existem sim, mas por inoperância do governo e falta de política agrícola. Outros setores têm respaldo de bancos estatais e benefícios do governo, como o do setor automobilístico que ao primeiro sinal de crise foi socorrido com recursos para irrigar o setor. Já os produtores rurais sofrem revezes do clima e do mercado e o discurso do governo não se concretiza. A agricultura em várias partes do mundo é subsidiada, deveríamos fazer o mesmo no Brasil, pois, os produtores merecem respeito e são fundamentais para a economia.
JUSTINO CORREIA FILHO (técnico em agropecuária) - Bela Vista do Paraíso

Luta contra o tempo
Estamos correndo para lugar nenhum. Uma correria desordenada, causadora de neurose, atritos, desentendimentos e violência ocasionada pelos ânimos exaltados pelo cansaço e falta de lazer. O homem está lutando contra o tempo, quando deveria fazer deste um aliado. A Bíblia diz que há um tempo para rir, para chorar, plantar e semear. Em alguns países e até em estados do Brasil se pratica a siesta. Seria bem mais produtivo e agradável trabalhar tranquilo e descansado. Sonho, utopia, por que não?
IRENE CRUZ CORRÊA (dona de casa) - Londrina

Sem-memória
É interessante nossa capacidade de esquecer dos fatos. Que o diga os nossos políticos. Mesmo comprovada a sua participação em crimes de enriquecimento, desvios e outros ainda conseguimos elegê-los, muitos com votações expressivas. Um povo que esquece sua história é um povo condenado a cometer os mesmos erros do passado. É o que fazemos no presente. Os noticiários vivem atulhados dos mais diversos tipos de crime, cometidos pela certeza de impunidade. Assim, esquecemos de casos como AMA/Comurb, mensalão, dinheiro na cueca, Banestado e outros mil que abarrotam as páginas da imprensa.
AMINADABE MARTINS DE OLIVEIRA (servidor público) - Cambé

Aposentadoria
Os aposentados há muito tempo vivem como reféns e subordinados aos caprichos dos órgãos governamentais. Nós, que contribuímos com a previdência por 30 ou mais anos, baseados em salários mínimos, na hora de recebermpos o benefício somos ludibriados com outro índice que jamais conhecemos. O projeto do senador Paulo Pain, que visa corrigir as distorções e rever as injustiças, passou por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça. Esperamos que o presidente Lula tenha um lampejo de bom senso e não dificulte a sanção do projeto e confirme aquilo que prega: trabalhar para os menos favorecidos.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador de empresas) - Londrina

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