Vício zero

O vício destrói o indivíduo, a família e a sociedade. Não existe vício bom: todos destroem. Aprendi isso desde jovem e, ao longo da vida, como profissional e chefe de família, assisti muita destruição pelos vícios. A verdade é uma só: todo viciado de hoje começou com a enganação da primeira tragada, do primeiro gole, do primeiro roubo, da primeira cartada, etc. A chamada lei seca ajuda mas a campanha deveria ser: vício zero. Se não houver consumidores de drogas, os traficantes acabam; se não houver receptadores, os ladrões acabam, e assim por diante. Quem pode enfrentar os poderosos fabricantes de cigarros, as cervejarias e os traficantes?

EDGAR BAER (advogado) - Londrina


Cotas

O sistema de cotas para o governo é uma medida de inclusão social, uma tentativa de diminuir a desigualdade social a longo prazo e uma dívida que o Brasil tem com os afro-descendentes. Mas se assume o racismo ao fornecer cotas para os negros, pois se afirma que eles são inferiores. O problema está na má distribuição de renda e na comodidade. É mais cômodo esperar do governo medidas que facilitem nossas vidas. Todos têm potencialidades, mas são poucos os que as tornam em atos. Por que não ir atrás daquilo que é a única função do adolescente que é estudar? Fica evidente a ilegitimidade do sistema de cotas. Devemos exigir de nossos governantes maiores investimentos na educação básica. Só assim o Brasil, de fato, vai se desenvolver.

LUCAS FUGIWARA RIBEIRO (estudante) - Londrina


Meia-entrada

O Senado deu a largada para detonar a conquista da meia-entrada em eventos de cultura, artes e esportes ao aprovar 40% de cota para a venda de ingressos para estudantes e pessoas com mais de 60 anos. A cota não é a melhor solução para baratear o preço dos ingressos. Não é a melhor forma para coibir os ''excessos'' de lugares ocupados pelas meias-entradas nos eventos. Esse ''excesso'' é sinal de juventude participativa, além de representar governos evoluídos, preocupados em incluir jovens e idosos social e culturalmente na vida ativa da sociedade. O sistema de cotas pretendido pelo autor do projeto não garante que os 40% dos ingressos sejam realmente destinados à meia-entrada. Quem irá fiscalizar os eventos, controlar os lugares destinados às meias-entradas e aplicar punição no caso do descumprimento das regras?

ANTONIO SERGIO NEVES DE AZEVEDO (estudante) - Curitiba


Desrespeito aos mortos

É de dar dó o que se vê em Arapongas quando se trata de velar os mortos. A capela municipal, pública e gratuita, está abandonada, tomada por baratas, mal iluminada e sem higiene. Os banheiros mais parecem privadas. Os estofados dos bancos nos locais de velório cheiram mal. À noite, os amigos e familiares dos mortos são obrigados a dividir espaço com mendigos e drogados. Será que o abandono do espaço público é para beneficiar os espaços privados?

MARCELO DE AGOSTINI (jornalista) - Londrina

mockup