CARTAS
Caso Belinati
Não vejo justiça no caso do julgamento do Belinati. Não pretendo aqui julgar os cinco ministros do TSE que tiraram das mãos do povo o julgamento que eles poderiam ter feito e não o fizeram. Eles preferiram protelar e deixar que o povo o julgasse. O povo, com a sabedoria que o tempo e a experiência lhe deu, julgou de forma acertada por ter um conhecimento mais próximo da realidade dos dois candidatos que concorreram ao pleito. O povo não se acovardou e tomou sua decisão, acertada não sabemos, e isso não foi respeitado pelo TSE.
CLÁUDIO FONTES (químico industrial) - Londrina
E agora, tio Bila?
Certa ocasião, quando londrinenses de bem tentaram impedir a entrada de Luiz ''Cadeia'' Alborgueti no PMDB, o então governador Alvaro Dias não atendeu ao apelo do grupo sob a justificativa de que quem tem voto não tem veto. Está aí, portanto, a constatação de que cabe aos partidos a responsabilidade de moralização da política, indicando somente candidatos honrados para cargos em todos os níveis. Que o caso ''tio Bila'' sirva de exemplo e que os ficha suja sejam banidos da política.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (bacharel em Direito) - Londrina
Palhaços da democracia
É uma vergonha o que aconteceu com a posição do TSE que contrariou a decisão soberana do povo e a Carta Magna. Foi mais uma das cortes superiores que, tardiamente, se manifestaram sobre a candidatura de Antonio Belinati. Ao invalidar o voto do povo, o TSE nos tornou palhaços da democracia como se fôssemos ''bobos da corte''. Lamentável.
ÁLVARO ALVES PEREIRA (servidor público) - Londrina
Princípio da moralidade
Não concordo com o editorial da FOLHA ''Julgamento tardio resultando em transtorno'' (30/10) de que a sentença do TSE soou como um deboche (?) à posição de 138.929 eleitores que sagraram a candidatura de Antonio Belinati ora vetada. Se o TSE falhou em não julgar no momento oportuno a candidatura de Belinati, ainda bem que o fez a tempo de primar pelo princípio da moralidade que rege pelo menos outros 130 mil eleitores.
MAGDA SOLANGE VANZO PESTUN (professora universitária) - Londrina
Pelé estava certo
Pelé estava coberto de razão quando afirmou que o brasileiro não sabe votar. Vejam o exemplo de Londrina: 138.926 eleitores mal informados elegeram o prefeito acusado pelo Ministério Público de desvio de dinheiro público. Oito anos se passaram e a justiça que seria o melhor caminho para banir este cidadão da vida pública, até hoje nada. Já que a população do ''Cincão'' adora tanto este cidadão, poderia se emancipar de Londrina e elegê-lo eternamente para governá-la.
ROBERTO ANTONIO DE CARVALHO (microempresário) - Londrina
Decisão do TSE
Se houver nova eleição eu não votarei porque já o fiz no 1º e 2º turnos. Usei do meu direito, liberdade e não fui forçado a fazê-lo. Para mim, a Justiça Eleitoral foi morosa, não deu prioridade e relevância ao caso. Depois dizem que a justiça é igual para todos.
FLORINDO DA SILVA LIMA (gerente administrativo) - Londrina
Exemplo moral
A cassação do prefeito eleito Antonio Belinati pela Justiça Eleitoral é uma oportunidade única de Londrina servir de exemplo de ''moral e transparência'' na administração pública para todo o Brasil. Parabéns ao TSE.
CARLITO KRAUSE (advogado) - Londrina





