CARTAS
Papel da mídia
É inegável a tristeza que sentimos com relação ao ocorrido com a estudante Eloá. Mas será que as TVs não estão exagerando nas suas coberturas? Transformam fatos em espetáculos, as coberturas levam dias e qual emissora deu mais detalhes do fato. Contratam especialistas nos assuntos e exploram o caso ao máximo horas a fio. Curiosos, que nem conheciam a estudante, passaram horas no velório. Milhares de pessoas no enterro. Estamos com problemas seríssimos no Brasil e no mundo, bolsas, empresas em colapso e prestes a eleger os próximos prefeitos das maiores capitais do país. Será que não é hora cobramos dos governantes soluções para isto?
HEVERSON YOSHIO TAKASAKI (bancário) - Santo Antônio da Platina
Incêndio em veículo
A respeito do texto de chamada de capa da FOLHA (''Que susto'', 24/10), gostaria de informar que a maneira correta de combate ao fogo no motor de um veículo seria a abertura de apenas uma brecha do capô, suficiente para introduzir o bocal do extintor de incêndio, descarregá-lo totalmente fazendo movimentos em forma de leque, aguardar algum tempo e somente após estes procedimento abrir o capô para verificar os danos. A abertura total do capô nestas situações realimenta e aviva o fogo com a renovação de comburente (oxigênio) e dificulta o controle das chamas.
MARCOS ANTONIO MARTINS (cabo do Corpo de Bombeiros) - Arapongas
Nova lei de estágio
Com relação ao artigo ''Efeitos negativos da lei de estágio'' (Folha Cidades, Reflexão Jurídica, pág. 4, 22/10), a nova lei do estágio merece ser comemorada, pois representa um grande avanço aos inúmeros estudantes submetidos a condições iguais ou piores às de empregados: impossibilidade de faltas, rigor excessivo para dispensa para estudos e trabalhos da faculdade, impossibilidade de férias, etc. Quanto à possibilidade de vínculo empregatício, não era preciso a lei dizer. Atualmente a grande maioria dos estágios são empregos sob o eufemismo de ''estágio''. A própria área jurídica é uma das que mais se distancia do objetivo do estágio. Por isso, talvez vejamos manifestações de protestos contra a nova lei de estágio.
LEONARDO MELO MATOS (estudante de Direito) - Londrina
A força da impunidade
Culpamos e lamentamos encontrar em nossas ruas meninos traficando no centro de nossas cidades, mas esquecemos de lembrar que somos culpados por essa podridão. Somos culpados porque colocamos para governar políticos que pensam apenas em autopromoção, reforçar o seu egocentrismo ao invés de administrar as cidades, estados e o país. Precisamos de administradores para atuarem em nossas cidades e, ao contrário, disso colocamos ''políticos'' que deixam a marginalidade crescer ao ponto de vermos meninos traficando sem a menor preocupação em punição.
ALEX JORDÃO DE OLIVEIRA (administrador de Empresas) - Londrina
Sonho da casa própria
Infelizmente, já está em vigor em Londrina a obrigatoriedade para se colocar aquecedor solar em todas as casas com dois banheiros. Todos os proprietários, ricos ou pobres, que fizerem construção nova ou mesmo uma pequena reforma deverão comprar um aquecedor solar que custa instalado em torno de R$ 7 mil. Instalar chuveiro elétrico de R$ 40 nunca mais. Isso agora virou contravenção. Numa casa simples, o aquecedor representa mais de 10% do valor da obra. Isso significa que o coitado do povo terá que aumentar o financiamento de sua casa própria mais uns dois anos só para pagar o tal aquecedor. Meus pêsames srs. vereadores, vocês calcinaram o sonho da casa própria de muita gente.
OSVALDO SANTOS JR. (arquiteto) - Londrina
As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





