CARTAS
Lição de dignidade
Fiquei atordoado ao ver um jovem ''alucinado'' sequestrar duas pobres e indefesas meninas e mantê-las enclausuradas dentro de um apartamento. Isso é amor? Percebi o quanto o ser humano precisa evoluir, tornar-se solidário e ''amar ao próximo como a si mesmo''. Assistimos o final trágico, a morte de Eloá e a tentativa de assassinato da Nayara. Também o exemplo indiscutível da família da vítima que fez a doação de órgãos dela para salvar vidas humanas. Uma comoção geral no País, porém uma aula de dignidade, de fé na amizade de duas meninas indefesas e das famílias solidárias com pessoas que sofrem.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) - Londrina
Despreparo aqui e lá
Diante de tanta tragédia, só me restou rir de desespero ao ler o relato do leitor Sergio Ricardo (Cartas, 20/10). Quando ele fala que se a tragédia da garota Eloá tivesse ocorrido no Paraná o desfecho seria outro, com certeza, eu concordo: seria pior. Não vejo diferença alguma entre os estados em melhora na qualidade da Polícia, vejo sim é o comando dos bandidos que impera e aprisiona os cidadãos. Mas já que nosso comando aqui é tão eficiente, como explicar então o ''caso Amanda'' ou o ''caso Rafael'', morto dentro de casa a sangue frio, e tantos outros casos sem solução até agora?
CLAUDIA MARIA LAZARO (jornalista) - Londrina
Decepção
Fiquei indignado ao ler a matéria ''Na reta final, Belinati ganha Barbosa, e Hauly, Serra'' (Política, pág. 4, 20/10). Confesso que me senti envergonhado de ter escolhido Barbosa como meu candidato no 1º turno. Pela primeira vez votei nele e me arrependi. Não me esquecerei desta aliança. Acreditava que Barbosa fosse um cara sério que pudesse mudar a cara da política de Londrina.
ANTONIO DE JESUS PEREIRA DA SILVA (enfermeiro) - Londrina
Que país é esse?
Quando acordo, me pergunto todos os dias que país é esse que permite tanta desigualdade social, mentira, hipocrisia e ''bandidagem''? Ontem, porém, acordei um pouco mais triste, decepcionada e descrente ao ler a matéria ''Na reta final, Belinati ganha Barbosa, e Hauly, Serra''.
SILVANA AMORIM (secretária executiva) - Londrina
Funk 'carioca'
Ao contrário do que informa a abertura da excelente reportagem ''Funk faz das mulheres meros objetos'' (Opinião, pág. 3, 20/10), sobre a desmoralização do corpo feminino, o ''funk'' não é uma ''invenção 100% carioca''. O que se tem de ''invenção'' é a sua esculhambação regressiva com a inclusão de iletrados dos dois lados, tanto dos ''autores'' como de seus ''ouvintes'', ambos de gosto e de ''cultura'' comprovadamente duvidosas. ''Funk'' é uma onomatopéia do original em inglês ''farejar'' e se referia ao aroma exalado pelas mulheres negras consideradas ''sexies'', ritmo contagiantemente dançante que teve início em finais de 1950, com seu auge em 1970.
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ (arquiteto designer) - Londrina
Troco nas urnas
Após o resultado do 1º turno das eleições, podia-se perceber o prédio da Prefeitura de Londrina balançar ao som dos corações dos funcionários batendo na esperança de dias melhores. Durante oito anos, o funcionalismo permanece cabisbaixo e passando por dificuldades financeiras pela ausência de reposição salarial, enquanto alguns colegas foram privilegiados com 80% até 100% de gratificação. Porém, a resposta veio nas urnas. Fica o alerta: qualquer prefeito que queira se reeleger ou indicar sucessor não deve menosprezar uma classe que, entre ativos e inativos, totaliza 8.606 mil funcionários.
ANTONIO ESTEVES DA SILVA (advogado) - Londrina





