Rotatórias
Com relação à matéria ''Ippul também tem projetos para viadutos'' (Folha Cidades, pág. 4, 17/10), o que mais me intriga sobre os comentários do arquiteto Hirak Ohara é que se a rotatória serve para reduzir a velocidade, ela não ajuda o pedestre. Londrina precisa de algo que faça o trânsito fluir com segurança. Sobre a falta de verba, o que mais me espanta no governo de Londrina é a falta de projetos que possam ter verbas federais vindas do PAC, que justamente foi criado para dar suporte às prefeituras e governos estaduais com projetos de infra-estruturas que geralmente têm custos que ultrapassam os orçamentos locais. Londrina não precisa de obras paliativas, como rotatórias, mas sim grandes obras que atendam as necessidades da cidade pelos próximos 20 anos. Infelizmente, esse tipo de obra demora muito para ficar pronta e prefeito nenhum gosta de deixar obras para o próximo inaugurar.
GERMANO CESAR LOPES FELSSNER (atendente de telemarketing) - Londrina


Exercer a cidadania
Em nosso tempo a turbulência política, social e econômica foi marcante. Nossa geração fez parte desta transição enorme entre o fim da última guerra e nossos dias. Modelos políticos e sociais viraram o mundo de ponta cabeça. No Brasil, saímos de uma ditadura populista para uma democracia frágil. Passamos por vários estágios, mas ainda há uma herança de um autoritarismo no Executivo, um Poder Legislativo viciado e uma Justiça lenta que ainda contempla a elite. Quando o povo é chamado a opinar nem sempre as condições socioeconômicas favorecem o exercício pleno da cidadania. Esta poderosa arma é atropelada pelo discurso fácil e a demagogia barata. Londrina vive um momento ímpar em sua história em que as pessoas podem fazer a diferença, assim como já o fizeram na eleição para a Câmara de Vereadores.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina


Rodovias pedagiadas
Como é grande a semelhança entre as concessionárias de rodovias do Paraná com nossos administradores públicos. Um grande exemplo é a ''duplicação'' do trecho Jandaia do Sul/Mandaguari. A obra faz um bom tempo que começou em trecho que parece campo de futebol levemente ondulado, em torno de dois quilômetros. Faz-se uma tremenda propaganda, tratam a obra como se fosse a duplicação da Rodovia do Café e aumentam o trecho dizendo que liga duas cidades. Balela! Se aquele trecho fosse pista de pouso, só pousariam aviões de pequeno porte, pois é muito curto. Se a obra fosse no estado de São Paulo há muito estaria concluída. Os valores do pedágio são semelhantes, mas lá as coisas acontecem. Aqui padecem, inclusive, os contribuintes.
WALDIR DE OLIVEIRA (caminhoneiro) - Barbosa Ferraz

Nepotismo no Senado
Quanto à matéria ''Senado pode rever a contratação de parentes'' (Política, pág. 5, 16/10), penso que já passou da hora de fazer com o Senado o que foi feito na Câmara de Vereadores de Londrina. Se algo nos envergonha e não age com ética e honestidade, devemos nos livrar dele o mais rápido possível. Isto vale para presidentes, deputados, senadores, governadores, prefeitos, etc.
ADALBERTO BRANDALIZE (professor) - Londrina



Árvores condenadas
Sobre a matéria ''O que caracteriza uma árvore condenada?'' (Folha Cidades, pág. 1, 16/10), as árvores em frente à casa do vizinho devem sempre ser preservadas, mas as que estão atrapalhando em frente da minha devem ser podadas. Esse é o pensamento de todos. Assim não dá!
MARCOS DE LUCA ROTHEN (engenheiro) - Vitória (RS)

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