CARTAS
Julgados e condenados
Com relação à matéria ''Vereadores não reeleitos culpam a imprensa'' (Política, pág. 4, 08/10), não concordo que a imprensa teve culpa pela renovação na Câmara de Londrina como disseram alguns dos não reeleitos. E ainda têm coragem de dizer que foram vítimas da imprensa! Se existe alguma vítima, esta somos nós (povo) que fomos traídos por alguns vereadores. Podem considerar-se sim derrotados, pois a imprensa apenas informou a população. A renovação foi sim um julgamento daqueles que não honraram seus mandatos se envolvendo em escândalos e corrupção. Os vereadores eleitos e reeleitos que respeitem o povo, se não acontecerá o mesmo. Que bom que existe a imprensa.
JOSÉ DA CUNHA MANSO (contabilista) - Londrina
Culpa da imprensa?
Concordo com os vereadores que responsabilizam a imprensa pela não reeleição. Se a imprensa não tivesse divulgado todas as falcatruas que ocorreram na Câmara, os vereadores envolvidos teriam chance de serem reeleitos. Não concordo é com a afirmativa dos não reeleitos não se verem como derrotados, pois ao término de qualquer disputa sempre teremos vencedores e perdedores.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Eleições na Câmara
Com relação à votação para a Câmara de Vereadores, teria sido muito melhor se não tivessem reelegido nenhum dos que foram afastados ou estavam envolvidos nos escândalos que abalaram a credibilidade do Legislativo. É bom lembrar que basta uma rês doente para infestar todo o rebanho.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (bancário) - Londrina
Voto livre
Triste figura fez o empresário Reinaldo Piemonte ao comparecer às urnas, no domingo, vestido de palhaço (Folha Eleições, pág. 4, 06/10). O voto não é obrigatório. Obrigatório é o comparecimento aos locais de votação. O ''não-comparecimento'' nos é punido com multa. Na cabine é exercido a livre vontade do cidadão: vota ou não.
SUAMÍ DE SOUSA (professora) - Arapongas
Voto facultativo
A Justiça Eleitoral precisa atender a vontade popular. Veja o caso do empresário de Curitiba que, trajado de palhaço, protestou contra o voto obrigatório. Entendo que a democracia irá se fortalecer ainda mais com esta medida. Precisamos urgente de reforma política. Basta de voto obrigatório!
LAERCIO PIRES CARDOSO (representante comercial) - Londrina
A Bolsa e o coração
Há muito se conhece a expressão ''morrer de susto''. Há relato de aumento de infarto na população de Los Angeles de até 4 vezes um dia após tremores de terra. O mesmo se observa após grandes catástrofes e perdas afetivas. O coração não é o centro das emoções, este local é o cérebro, mas há uma ligação muito forte entre estes dois órgãos. O sistema responsável por esta ligação é o sistema límbico, das emoções. Quando ativado emite sinais para o hipotálamo, centro vasomotor, adrenal, então, uma grande quantidade de adrenalina e outras substâncias ativam o coração e instabilizam as placas de gorduras que temos dentro das coronárias. Em seguida, ocorre a formação de um trombo que pode levar à obstrução total e infarto do miocárdio. A raiva é o sentimento que mais se associa ao infarto, seguida de ansiedade, medo e sensação de grande perda. Com o sobe e desce das Bolsas de Valores, estes sentimentos estão presentes o tempo todo, alternando-se em quem comanda a reação adrenergica. Haja coração, melhor dizer, haja coronárias.
RICARDO JOSE RODRIGUES (médico cardiologista) - Londrina





