CARTAS
Assistencialismo ou progresso?
A política assistencialista oferecida pelo governo federal, como o Bolsa Família, tem contribuído na melhoria do rendimento salarial de muitas famílias que antes até passavam fome, pois muitos estavam desempregados ou em subempregos. Estas medidas paliativas nunca serão a solução para o verdadeiro progresso de nosso País. Para que isto ocorra, seria necessário uma melhor distribuição de recursos públicos que deveriam ser aplicados em saúde, criação de novos empregos e, principalmente, em educação, que é a peça primordial para a verdadeira conscientização do nosso povo. É interessante para os maus políticos, a evolução da população? O assistencialismo não seria o conhecido voto de cabresto?
PABLO EDUARDO SOLLER (advogado) - Londrina
Mutilação à nossa língua
Vejo com pesar o acordo ortográfico da língua portuguesa ratificado pelo presidente Lula. É mais uma mutilação à nossa língua: faz parte da política simplista de que se a população não consegue ser educada o suficiente para aprender as regras, então as suprimimos! Querer unificar as formas de escrita do Brasil e de outros países de língua portuguesa será sempre utopia: basta acessar sítios da internet de Portugal para se constatar as diferenças. Não adianta unificar as palavras, se as formas de falar e escrever são e sempre serão diferentes. Dizem que só meio por cento das palavras será modificada. Se for para mudar tão pouco, então por que não mudar nada? Para alguém haverá um lado positivo: o lobby das editoras de material didático faturará R$ 970 milhões com a ''atualização'' que o Ministério da Educação, e nós, teremos que pagar.
MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO FILHO (médico) - Londrina
Máquinas de camisinhas
Aos que não leram, sugiro ler a colaboração do senhor Edson Medardo Scarchetti a respeito da famigerada máquina de camisinhas nas escolas (''A culpa é do sofá'', Opinião, pág. 3, 27/09). Muito oportuna a sua colaboração e magistral enfoque ao assunto em pauta que causa revolta, medo e um pessimismo imenso ao pensar no futuro da humanidade. Nunca é demais lembrar que ''quando houver decadência dos padrões sexuais, ocorre a desestabilização do lar, da sociedade e da família, três bases sólidas sobre as quais se apóia a civilização''.
ANTONIO FIORINI MASSARO (contabilista autônomo) - Londrina
BNDES leva cano no Equador
Estou profundamente chateado com minhas professoras de Geografia. Elas esconderam que o Equador fazia parte do território brasileiro e desta forma o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teria interesse naquela região. Quando a Petrobras levou cano do ''Huguinho'' até achei que colava a desculpa que estávamos expandindo os negócios. Agora, desenvolvimento social em país alheio quando nosso social está uma porcaria parece piada. Será que o empréstimo é da Construtora Odebrecht e que a política social que está sendo aplicada é em prol de seus pobres proprietários?
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (representante comercial) - Londrina
Remédios
Sobre a matéria ''Brigas na Justiça são cada vez mais comuns'' (Folha Cidades, pág. 4, 01/10), o Ministério da Saúde esclarece que reforçou o orçamento para a assistência farmacêutica nos últimos anos: de 2002 a 2008, o investimento saltou de R$ 2,1 bilhões para R$ 5,4 bilhões. Quanto aos que recorrem à Justiça para obter medicamentos, o ministério defende que os cidadãos tenham acesso aos meios legais para garantir os seus direitos. Muitos casos envolvem medicamentos não-registrados no Brasil, experimentais e até desprovidos de base científica comprovada, trazendo risco para a própria saúde de quem os requer judicialmente.
PRISCILA LAMBERT (assessora de Imprensa do Ministério da Saúde) - Brasília (DF)





