CARTAS
Independência ou morte?
No 7 de Setembro deveríamos comemorar o aniversário da Independência brasileira. Porém, quase ninguém acha motivo para festejar a data. Nosso país está se tornando cada vez mais injusto, mais corrupto, mais desonesto. Os detentores do poder somente se mexem quando são atingidos, como no caso dos grampos. Enquanto eles se preocupam com o próprio umbigo, o país perde com o roubo praticado por agentes públicos e empreiteiros em superfaturamento de obras, contratos de gaveta, mensalões e desvio de verbas, principalmente da saúde e da educação. E o mais incrível: ninguém é punido nem devolve o que foi roubado. Quem arca com os prejuízos é a população mais necessitada que morre em filas de espera de hospitais. Como exigir patriotismo da população se os que deveriam dar o exemplo acham-se deuses onipotentes que não precisam dar satisfação a ninguém?
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) - Londrina
Grito dos Excluídos
''Fui convidado, não tenho idéia do que vai acontecer.'' Essa frase dita na matéria ''Grito dos Excluídos levanta bandeiras'' (Política, pág. 3, 08/09) ilustra um quadro clínico da doença da exclusão social cujos princípios ativos podem ser combatidos por meio do ''antibiótico'' educação, aliado ao uso contínuo do ''analgésico'' reflexão e combinado a práticas diárias do método mais adequado à prevenção dessa doença: leitura. Infelizmente, os medicamentos que combatem essa doença estão em falta. Mas há quem diga que ''prevenir é melhor que remediar''.
MAURÍCIO DONAVAN RODRIGUES PANIZA (estudante de Administração) - Londrina
Camisinhas nas escolas
Com relação à opinião do dentista Hélio Takeda (''Máquinas de camisinhas nas escolas'', Opinião, pág. 3, 06/09), é bom que não nos esqueçamos que nossa educação sexual não é preventiva, mas estimulante. Nossos jovens não aprendem sobre o valor do outro, sobre as virtudes, a ética e a maturidade. A informação que passamos a eles é a de que já que não são capazes de se controlar, de amadurecer, de usar sua inteligência, que pelo menos usem a camisinha. Eles cresceram na sociedade ''fast food'' onde tudo é rápido e descartável. Com as máquinas de camisinhas estaremos dizendo a eles que realmente tudo é rápido e descartável, até o relacionamento sexual. Uma verdadeira educação sexual deve ter por pressuposto a maturidade, algo que o Estado, nossos educadores e ''dentistas'' estão demonstrando não ter.
WAGNER RODRIGUES (administrador de Empresas) - Londrina
Perigo na Harry Prochet
A duplicação da Avenida Harry Prochet ficou uma beleza, mas transformou-se num verdadeiro caos nos seguintes pontos: rotatória da Harry Prochet e Waldemar Spranger, rotatória da Harry Prochet com Avenida Adhemar Pereira de Barros e o cruzamento da Adhemar de Barros com Waldemar Spranger. Em todos esses pontos não há respeito pela sinalização horizontal de ''pare''. É preciso muita habilidade para conduzir o veículo, observar as demais vias e cuidar dos outros motoristas. Algo precisa ser feito, e com urgência, antes que os danos materiais rotineiros se transformem em perda de vidas humanas.
CÉLIO JOSÉ SCHNEIDER (psicólogo ) - Londrina
Descaso com as Paraolimpíadas
É triste ver que as grandes emissoras brasileiras não transmitiram ao vivo a cerimônia de abertura dos Jogos Paraolímpicos de Pequim, limitaram-se somente a mostrar os melhores momentos. Esse acontecimento não merece igual importância e atenção como ocorreu com os Jogos Olímpicos no mês passado?
FLAVIANE FATIMA SILVA (estudante) - Cambé





